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Papa Francisco durante audiência geral de 18 de outubro, Foto Vatican Media

Preocupado com as guerras em todo o mundo

Papa Francisco sugere consagrarmos a vida a Maria

Papa Francisco durante audiência geral de 18 de outubro, Foto Vatican Media

Papa Francisco durante a Audiência Geral de 18 de outubro: dedicar o ano de 2024 a Maria é receita para a Igreja. Foto © Vatican Media

 

O Papa Francisco afirmou na homilia da missa do primeiro dia do ano, que celebra a solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, que a Igreja precisa de Maria para “abrir espaço às mulheres” e promover “cuidado e solicitude”. “A Igreja precisa de Maria para descobrir o seu próprio rosto feminino: para se assemelhar ainda mais a ela que, como mulher virgem e mãe, representa o seu modelo e figura perfeita; para abrir espaço às mulheres e ser fecunda através duma pastoral feita de cuidado e solicitude, paciência e coragem materna”, afirmou.

Na homilia da missa, na Basílica de São Pedro, Francisco referiu-se às mulheres e às mães como inspiradoras de paz e disse que é necessário respeitar, proteger e valorizar cada mulher. “A sociedade precisa de acolher o dom da mulher, de cada mulher: respeitá-la, protegê-la, valorizá-la, sabendo que, quem fere ainda que seja uma única mulher, profana Deus, nascido de mulher”, sublinhou o Papa.

Francisco lembrou que Deus faz-Se homem “através de uma mulher”, Maria, “a Mãe que está no coração do tempo” e assinala “uma nova criação, um novo início”. Por isso, propôs que o novo ano seja confiado à Mãe de Deus. “Consagremos-Lhe as nossas vidas. Ela saberá, com ternura, apontar-nos a sua plenitude; com efeito, levar-nos-á a Jesus, e Jesus é a plenitude do tempo, de cada tempo, do nosso tempo”, concluiu.

Depois da eucaristia, no Ângelus, o Papa retomou as preocupações com a guerra que já havia expressado no dia anterior. No primeiro encontro do ano com romanos e peregrinos na Praça de São Pedro, referiu que é necessário ser “construtor da paz” todos os dias e lembrou os países em guerra. “Por favor, não esqueçamos a Ucrânia, a Palestina e Israel, que estão em guerra. Rezemos para que prevaleça a paz, todos juntos”, afirmou, após a oração.

O Papa recordou “numerosas iniciativas de oração e compromisso pela paz”, nomeadamente a manifestação “Paz em todas as terras”, organizada pela Comunidade de Sant’ Egídio em várias cidades do mundo, e o “Movimento Europeu de Ação pela Não Violência”. “Que a Virgem Maria, a Santa Mãe de Deus, ajude no compromisso de sermos construtores de paz em todos os dias do novo ano”, afirmou.

Francisco disse ainda que acompanha “com viva preocupação” o que está a acontecer na Nicarágua, onde sacerdotes e bispos foram “privados da liberdade”, manifestou aos seus familiares e à Igreja no país a sua “proximidade na oração”. “Convido todos vós aqui presentes e a todo o Povo de Deus à oração insistente, esperando que se procurem sempre caminhos do diálogo para superar as dificuldades. Rezemos pela Nicarágua, hoje”, afirmou o Papa.

Já no domingo, também no Ângelus, o Papa Francisco recordara as pessoas que morreram, em 2023, por causa dos conflitos armados em várias partes do mundo, questionando os “interesses” por trás das guerras. “No final de um ano, que haja a coragem de se perguntar: quantas vidas humanas foram despedaçadas pelos conflitos armados? Quantas mortes? Quanta destruição, quanto sofrimento, quanta pobreza? Quem tem interesse nestes conflitos, que escute a voz da consciência”, apelou.

Em particular, Francisco evocou a violência que se registou na última semana, quando quase duas centenas de cristãos foram “sumariamente mortos” por militantes Fulani que atacaram 26 aldeias no estado de Plateau, no centro da Nigéria, entre os dias 23 e 26 de dezembro. “Infelizmente, a celebração do Natal na Nigéria ficou marcada por graves atos de violência no estado de Plateau, com muitas vítimas. Rezo por elas e pelas suas famílias, que Deus liberte a Nigéria destes horrores”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício.

 

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