Papa pede investimento na saúde como bem comum primário e homenageia enfermagem

“Os enfermeiros e as enfermeiras têm direito e merecem ser melhor valorizados”, diz o Papa. Foto © Pedro Ventura/Agência Brasília
O Papa Francisco pede aos líderes das nações “que invistam neste bem comum primário que é a saúde, reforçando as estruturas e empregando mais enfermeiros, para se garantir a todos um atendimento adequado, no respeito pela dignidade de cada pessoa”.
Numa mensagem a propósito do Dia Internacional da Enfermagem, Francisco volta a insistir, como o tem feito desde o início da pandemia de covid-19, na importância e reconhecimento dos profissionais de saúde, entre os quais os enfermeiros, e do “papel essencial que desempenha esta profissão no cuidado dos pacientes”, na emergência, na prevenção de doenças e promoção da saúde, e na assistência aos sectores familiar, comunitário e escolar.
O investimento é necessário, porque em muitos países “a pandemia fez vir à luz também muitas carências a nível da assistência sanitária”, justifica. É preciso fortalecer estruturas, ter mais pessoal de enfermagem e garantir atenção adequada à dignidade de cada pessoa, acrescenta o Papa.
“Os enfermeiros e as enfermeiras, bem como os obstetras, têm direito e merecem ser melhor valorizados e envolvidos nos processos que dizem respeito à saúde das pessoas e da comunidade”, defende Francisco. É preciso “melhorar as suas condições de trabalho e garantir os seus direitos, para que possam desempenhar com toda a dignidade o seu serviço”, acrescenta. “Está comprovado que investir neles melhora os resultados em termos de assistência e saúde geral. Portanto, é necessário elevar o seu perfil profissional, fornecendo instrumentos adequados para a sua formação a nível científico, humano, psicológico e espiritual.”
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