Porquê um tão longo silêncio (I) – Alguns sabiam, mas não quiseram saber

| 12 Ago 19 | Cristianismo - Homepage, Destaques, Igreja Católica, Newsletter, Últimas

No auge da crise desencadeada pelas revelações quanto à amplitude da pedofilia na Igreja Católica, com a divulgação dos relatórios sobre a Pensilvânia e o Chile, Ignace Berten (dominicano, mestre em teologia e figura de relevo internacional – ver perfil no final do texto), publicou uma reflexão que, um ano depois, mantém grande atualidade. O 7MARGENS publica o texto em três capítulos. Neste primeiro, o autor procura elucidar as causas do silêncio sobre aquelas práticas eclesiais criminais.

“Padres pedófilos? Isso é um problema americano…” Sob a capa: Ficheiros dos casos da Polónia, da Áustria, da França, da Irlanda… Ilustração: Direitos Reservados; (ilustração na capa: grafite em Lisboa, representando um padre atrás de crianças; Foto © Milliped/Wikimedia Commons)

 

Em poucos meses, a extensão da tragédia da pedofilia, da qual padres, clérigos, bispos e cardeais são culpados, irrompeu publicamente e é revelada na Igreja e na sociedade. Mas também vem à luz que, sistematicamente e em toda parte, este drama foi encoberto pela Igreja e pelo silêncio, por uma verdadeira omertà[1]!

A revelação tanto da extensão dramática dos atos de pedofilia cometidos por padres e religiosos, com todos os sofrimentos de que esses atos são a causa, e a cobertura do silêncio que os líderes da Igreja estenderam sobre este drama, despertou em mim uma agitação muito profunda. É essa agitação que está na origem da reflexão crítica aqui desenvolvida. Estou a tentar compreender. Digo imediatamente que não questiono aqui as causas dessas práticas pedófilas ou outras práticas sexuais desviantes ou maus-tratos. Questiono-me sobre o fenómeno do silêncio da Igreja, desta omertà.

O Papa Francisco diz que esse silêncio culpado está ligado ao clericalismo. O que dizer? Penso que está certo e é o que estou a tentar decifrar.

A dimensão do drama de práticas eclesiais criminais, que foi revelado na Irlanda, na Austrália[2] e na Pensilvânia e mais recentemente na Alemanha[3], entre outros, é um verdadeiro choque: quem, crentes ou descrentes, imaginou que era possível atingir este nível? É óbvio que isto não vai parar por aqui. Também é claro que não se trata apenas de pedofilia, mesmo que seja o crime principal. As ações do Cardeal McCarrick, ex-arcebispo de Washington, não são, na sua maioria, da ordem da pedofilia: este usou a sua autoridade religiosa e a situação de fraquezas de adultos (principalmente seminaristas e jovens sacerdotes) para abusar sexualmente deles. Da mesma forma, na Irlanda, em relação aos maus-tratos de freiras a mães solteiras e seus filhos, não era um problema de pedofilia, mas sim de violência criminal. Quanto a Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, diz também que não se trata de pedofilia, mas de gravosas práticas sexuais desviantes. A esta lista de práticas profundamente imorais para com as suas vítimas, podemos acrescentar certas práticas sectárias na Igreja, entre outras em certos novos movimentos[4]. Todos esses casos têm uma coisa em comum: alguns ao mais alto nível sabiam, mas não quiseram saber e encobriram os culpados. São problemas graves.

 

Como entender?

O acontecimento que desencadeou a minha abordagem foi a carta aberta do bispo Vigano, ex-núncio nos Estados Unidos, sobre o cardeal McCarrick, na qual ele ataca diretamente o Papa Francisco, acusado de ter protegido esse arcebispo. Esta carta mistura factos comprovados, silêncios deliberados e mentiras. Através disso, Vigano procura desestabilizar o Papa e exige publicamente a sua renúncia. Nesse caso, o que está em jogo não é a pedofilia, mas o silêncio dos líderes religiosos que estavam a par da situação. Mas esta carta é também reveladora dos métodos que certos altos dignitários da Igreja não hesitam em usar para alcançar os seus próprios fins políticos dentro da Igreja. Recentemente, o Financial Times (31 de agosto de 2018), que não costuma publicar artigos sobre a Igreja, teve uma manchete chocante: “Guerra Civil na Igreja Católica”. Como entender?

A minha questão, portanto, diz respeito não aos crimes de pedofilia e abusos sexuais dentro da Igreja[5], mas sobre o omertà que os encobria, sobre as razões deste omertà, porque é principalmente por causa disto que há hoje uma crise particularmente grave na Igreja. A minha pergunta é: porque é que isto permaneceu tão escondido dentro da Igreja, porque quiseram escondê-lo tanto tempo? ou, mais precisamente ainda, quais são as funções internas da Igreja que podem engendrar esta prática perversa do silêncio e, portanto, da cumplicidade no crime?

O arcebispo de Estrasburgo, Luc Ravel, publicou uma carta pastoral sobre os abusos sexuais a 29 de agosto de 2018: “Mais vale tarde”. “Mais vale tarde do que nunca. Conhecemos este provérbio eficaz. À sua maneira, ele destaca aqueles que baixam a cabeça e acorda aqueles que baixavam os braços, ambos convencidos de que perderam o momento de agir. Mas também indica que agir é necessário, mesmo que tivesse sido melhor agir antes da inação. […] Esta forma enérgica de pensar que nunca é tarde demais, mesmo que seja muito tarde, diz respeito sobretudo à Igreja Católica em 2018 depois das revelações (incompletas) dos abusos sexuais cometidos por padres católicos dentro do seu ministério.” Certamente não é tarde demais. A questão é, porquê tão tarde?

Para responder a essa questão, parece-me necessário distinguir vários elementos que se cruzam e se reforçam mutuamente. Alguns afetam todas as instituições ligadas aos jovens porque a pedofilia também está presente e, sem dúvida, mais do que parece, em movimentos juvenis não ligados à Igreja, no meio do desporto e obviamente dentro das famílias[6]. O crime de pedofilia abrange em maior ou menor escala todas as instituições relacionadas com crianças ou jovens e essas instituições protegem-se. Em todos os lugares, há abuso de autoridade e uso perverso da fraqueza das vítimas, e impera o silêncio. A Igreja é deste ponto de vista uma instituição como as outras.

Outros elementos são específicos da Igreja e promovem ao mesmo tempo as ofensas sexuais e o silêncio ou a cobertura dada por bispos e superiores religiosos a essas práticas. Estes são os elementos específicos que procuro analisar aqui.

Ignace Berten, setembro 2018

Tradução Florbela Gomes (fbgottra@gmail.com)

(Título e subtítulos da responsabilidade do 7MARGENS)

 

Notas

[1] Aqui está a definição de omertà na Wikipédia: “A omertà é uma palavra siciliana específica do campo lexical da máfia. Geralmente é traduzido como a lei do silêncio. A lei do silêncio é a regra tácita imposta pela máfia nos seus casos criminais, o que implica, entre outras coisas, a não-denúncia de crimes e o falso testemunho.”

[2] Na Austrália, em algumas dioceses, 15% dos padres foram culpados de atos de pedofilia entre 1950 e 2010, e na Ordem dos Irmãos Hospitaleiros de São João, 40% dos membros foram inquiridos. Até à criação da Comissão Nacional de Inquérito em 2013, cujo relatório foi publicado em dezembro de 2017, a Igreja ficou em silêncio.

[3] Um relatório pedido pela Conferência Episcopal Alemã em 2014 e que será apresentado em 25 de setembro foi divulgado à imprensa em 12 de setembro. Este relatório envolve 1.670 clérigos que abusaram de 3.677 crianças; de acordo com este relatório, durante décadas a Igreja “destruiu ou manipulou” numerosos documentos relacionados com suspeitos e conscientemente “minimizou” a seriedade e a dimensão dos factos.

[4] Sobre este assunto ver :De l’emprise à la liberté. Dérives sectaires au sein de l’Église, sob a direção de Vincent Hanssens, Paris, Mols, 2017, 319 p.

[5] Muitas perguntas se colocam sobre a pedofilia na Igreja: porquê tal magnitude, porquê tantos sacerdotes envolvidos, pelo menos em alguns países como atualmente na Austrália, na Pensilvânia e na Alemanha em particular? Por que é que, onde é mais massivo, diz respeito principalmente a padres falecidos ou factos que legalmente prescreveram? Isso significa que, antes dessas décadas documentadas, o fenómeno estava muito menos presente, ou porque, por causa do silêncio, já não há mais testemunhas? Isso também significa que essa prática criminosa diminuiu de facto no período mais recente? Deve-se certamente levar em conta que a perceção criminal da pedofilia é relativamente recente e que alguma pederastia (não falamos de pedofilia) era mais ou menos aceite ou tolerada na sociedade. Mas não tenho competência para responder a essas perguntas.

[6] De acordo com a Comissão de Inquérito na Austrália, os abusos foram cometidos em quase todos os lugares onde as crianças residiam ou participavam de atividades educativas, recreativas, desportivas, religiosas ou culturais.

 

Sobre o Autor

Ignace (Robert) Berten nasceu a 16 de abril 1940 em Bruxelas. Em 1958 entrou nos Dominicanos e foi ordenado em 1966, estudou sob a direção de Edward Schillebeeckx (1967-1969), obteve o doutoramento em teologia com a publicação de Histoire, révélation et foi. Dialogue avec Wolfhart Pannenberg, que obteve o prémio de melhor trabalho estudantil da Universidade de Nimègue. Em novembro de 2009 recebeu a mais alta distinção académica da Ordem, sendo reconhecido como «mestre em teologia». Foi prior de várias comunidades dominicanas, provincial, reitor de estudos e professor de cristologia e de teologia fundamental em diversos institutos.

Além do conhecido Histoire révélation et foi, éditions du Cep, Bruxelles (1969), fazem também parte da sua extensa bibliografia Christ pour les pauvres, Éditions du Cerf, Paris (1989), Pour une Europe forte et puissante, éditions Luc Pire, Bruxelles (2001) e Croire en un Dieu Trinitaire, Éditions Fidélité (2008). Publicou diversas obras em colaboração com outros teólogos e numerosos artigos em várias revistas.

Artigos relacionados

Mais 14 cristãos mortos a sangue frio no Burkina Faso

Mais 14 cristãos mortos a sangue frio no Burkina Faso

Pelo menos 14 cristãos protestantes foram “executados” durante o serviço religioso que decorria neste domingo, numa igreja protestante no leste do Burkina Faso. O ataque ocorreu em Hantoukoura, perto da fronteira com o Níger (leste do país) e terá sido executado por um dos vários grupos jihadistas que operam na região.

Apoie o 7 Margens

Breves

Formação avançada em património religioso lançada na Católica

A Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Católica Portuguesa e o Departamento de Turismo do Patriarcado de Lisboa organizaram um programa de formação avançada em Turismo e Património Religiosos, com o objetivo de “promover a aquisição de competências nos domínios do conhecimento e divulgação do património artístico religioso da diocese de Lisboa”.

Cinco cristãos libertados na Índia depois de 11 anos presos por acusações falsas

Cinco cristãos indianos que tinham sido presos em 2008 com acusações falsas, na sequência da morte de Swamy Laxmananda Saraswati em Kandhamal (distrito de Orissa, a quase 700 quilómetros de Calcutá) foram agora libertados, onze anos depois das condenações e quatro anos depois de, em 2015, testemunhos apresentados por dois polícias terem levado à consideração da falsidade das acusações.

Igreja Católica em Espanha tem de “relançar compromisso” com os migrantes, pede responsável das Migrações

O diretor da Comissão de Migrações da Conferência Episcopal Espanhola, José Luis Pinilla, pediu o “relançamento do compromisso” da Igreja Católica em Espanha com os migrantes, fazendo frente à “xenofobia”. Numa conferência sobre Juan Antonio Menéndez, o antigo bispo e presidente desta comissão que morreu em maio de 2019, Pinilla afirmou que é necessária uma Igreja mais comprometida com os migrantes e lembrou os ensinamentos de Menéndez.

Inscreva-se aqui
e receba as nossas notícias

Boas notícias

É notícia

Entre margens

A escultura que incomoda a Praça de São Pedro novidade

Foi na Praça de São Pedro, dentro desses braços que abraçam o mundo inteiro, que o Papa Francisco quis colocar um conjunto escultórico dedicado aos refugiados, o “anjo inconsciente”. De bronze e argila, representa uma embarcação com algumas dezenas de refugiados, tendo à frente uma mulher grávida ao lado de uma criança, de um judeu ortodoxo e de uma mulher muçulmana com o seu niqab.

Tem graça: ainda vou à missa!

Tem graça: ainda vou à missa! É o que fico a pensar, depois de ouvir certas conversas… Por isso, apreciei muito a sugestão do Conselho Diocesano de Pastoral, de Aveiro: «escutar as pessoas sem medo do que disserem». Mas… E se as pessoas têm medo de dizer o que lhes vai na alma? E não seria igualmente importante perguntar «Por que é que vai à missa»?

O elogio da frugalidade – por um Natal não consumista

O livro do sociólogo e filósofo francês Jean Baudrillard, Le Système des Objets[1], é uma reflexão sobre a sucessão de objectos de vária ordem, que se produzem a um ritmo acelerado nas civilizações urbanas. Interessa-lhe sobretudo o tipo de relação que os consumidores estabelecem com essa avalanche de gadgets, de aparelhos e de produtos de várias espécies. Ao relê-lo para efeitos de um trabalho académico, encontrei algumas páginas que me levaram a pensar nesta fase de consumismo desenfreado que, quer queiramos ou não, nos acompanha na época do Natal.

Cultura e artes

Joker, o desafio da diferença

Filmes baseados em banda desenhada não faltam, mas este Joker é diferente. Para melhor. É o único representante desta década nos vinte melhores filmes de sempre da IMDb e parece-me sério candidato aos Óscares de melhor ator, realizador e banda sonora.

Concertos de Natal nas igrejas de Lisboa

Começa já nesta sexta-feira a edição 2019 dos concertos de Natal em Lisboa, promovidos pela EGEAC. O concerto de abertura será na Igreja de São Roque, sexta, dia 6, às 21h30, com a Orquestra Orbis a executar obras de Vivaldi e Verdi, entre outros.

“Dois Papas”: um filme sobre a transição na Igreja Católica

Dois Papas é um filme do realizador brasileiro Fernando Meirelles (A CIdade de Deus) que, através de uma conversa imaginada, traduz a necessidade universal de tolerância e, mesmo sendo fantasiado, o retrato das duas figuras mais destacadas da história contemporânea da Igreja Católica. O filme, exclusivo no Netflix, retrata uma série de encontros entre o, à altura, cardeal Jorge Bergoglio (interpretado por Jonathan Pryce) e o atual Papa emérito Bento XVI (interpretado por Anthony Hopkins).

Livro sobre “o facto” Simão Pedro apresentado em Lisboa

Um livro que pretende ser “um testemunho, fruto de uma meditação” sobre a vida do apóstolo Pedro, será apresentado nesta segunda-feira, 2 de Dezembro, em Lisboa (Igreja paroquial de Nossa Senhora de Fátima, Av. Berna, 18h30). Da autoria do padre Arnaldo Pinto Cardoso, Simão Pedro – Testemunho e Memória do Discípulo de Jesus Cristo pretende analisar o “facto de Pedro” que se impôs ao autor, fruto de longos anos de estadia em Roma, a partir de diferentes manifestações.

Sete Partidas

Visto e Ouvido

Agenda

Dez
10
Ter
Apresentação do livro “Os dons do Espírito Santo”, de frei João de São Tomás @ Livraria da Universidade Católica Portuguesa
Dez 10@17:30_18:30

O livro será apresnetado por Manuel Cândido Pimentel, professor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

Dez
11
Qua
Apresentação do livro “John Henry Newman”, de Paolo Gulisano @ Capela do Rato
Dez 11@21:15_22:15

O cardeal Newman testemunhou, na Inglaterra do século XIX, uma prodigiosa aventura intelectual e espiritual de diálogo ecuménico (entre a Igreja Católica e a Igreja Anglicana). Reclamava uma fé lúcida, inteligente, em diálogo com a cultura e a tradição patrística (o passado). Antecipou o Vaticano II com a sua compreensão da soberania da consciência. Foi um motivar da intervenção dos leigos na sociedade do seu tempo. A sua recente canonização, em 13 de Outubro, pelo Papa Francisco, é estimulo para se aprofundar o seu pensamento e a novidade do seu testemunho.

O livro será apresentado pelo padre António Martins (Faculdade de Teologia/Capela do Rato) e Artur Mourão, filósofo, tradutor de Newman e membro do Centro de EStudos de Filosofia. O debate é moderado por Nuno André.

Dez
14
Sáb
3º Concerto de Natal da Academia de Música de Santa Cecília @ Basílica do Palácio Nacional de Mafra
Dez 14@21:00_22:30

Entrada gratuita mediante o levantamento de bilhetes nos Postos de Turismo de Mafra e Ericeira

 

A Academia de Música de Santa Cecília, escola de ensino integrado de música, apresenta o seu terceiro concerto de Natal nos dias 14 e 15 de Dezembro, no Palácio Nacional de Mafra, classificado recentemente como Património Cultural Mundial da UNESCO.

Neste concerto participa um coro constituído por 250 crianças e jovens dos 10 aos 17 anos e uma orquestra de cordas de alunos da escola, a soprano Ana Paula Russo e ainda o conjunto, único no mundo, dos seis órgãos da Basílica de Mafra.

No programa estão representados vários compositores nacionais e estrangeiros, destacando-se a obra “Seus braços dão Vida ao mundo”, sobre um poema de José Régio, da autoria da jovem Francisca Pizarro, aluna finalista do Curso Secundário de Composição da Academia de Música de Santa Cecília.

O concerto assume especial importância não apenas pela singularidade do conjunto dos seis órgãos do Palácio Nacional de Mafra mas também pela dimensão do número de jovens músicos envolvidos.

A relevância do concerto manifestou-se em edições anteriores (2016 e 2017), pela sua transmissão integral na RTP2, tendo o concerto de Natal de 2017 sido difundido em directo para a União Europeia de Rádio. O concerto tem o patrocínio da Câmara Municipal de Mafra.

Programa do concerto

Arr. Carlos Garcia (1983)
Ó Pastores, Pastorinhos (tradicional de Alferrarede)

Francisca Pizzaro (2001)
Seus braços dão Vida ao mundo (sobre um poema de José Régio), obra em estreia absoluta, encomendada para a ocasião; Francisca Pizarro é aluna do curso secundário de Composição da AMSC

Arr. Fernando Lopes-Graça (1906-1994)
O Menino nas Palhas (tradicional da Beira Baixa)

Eurico Carrapatoso (1962)
Dece do Ceo (sobre um poema de Luís de Camões)

Arr. Carlos Garcia
Gloria in excelsis Deo (tradicional francesa) *

Franz Xaver Gruber (1787-1863) Arr. Carlos Garcia
Stille Nacht

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Alleluia, do moteto Exsultate, jubilate

Tradicional francesa
Quand Dieu naquit à Noël

Louis-Claude Daquin (1694-1772)
Noël X

Arr. Malcolm Sargent (1895-1967)
Zither Carol (tradicional da República Checa)

Tradicional do País de Gales
Deck the Halls

John Henry Hopkins Jr. (1820-1891); Arr. Martin Neary (1940)
We three Kings

Arr. Mack Wilberg (1955)
Ding! Dong! Merrily on High (tradicional francesa)

Arr. David Willcocks (1919-2015)
Adeste Fideles (tradicional), com a participação do público.

CANTORES E MÚSICOS
Ana Paula Russo, soprano

Ensemble Vocal da AMSC
Coro do 2º Ciclo da AMSC
Coros do 3º Ciclo e Secundário da AMSC

Orquestra de Cordas da AMSC
Pedro Martins, percussão

Rui Paiva, órgão da Epístola
Flávia Almeida Castro, órgão do Evangelho
Carlos Garcia, órgão de S. Pedro d’Alcântara
João Valério (aluno da AMSC), órgão do Sacramento Liliana Silva, órgão da Conceição
Afonso Dias (ex-aluno da AMSC), órgão de Sta. Bárbara

Carlos Silva, direcção da orquestra

António Gonçalves, direcção

Ver todas as datas

Parceiros

Fale connosco