Entrevista ao reitor do Seminário de Coimbra

“Queríamos que o seminário fosse uma casa aberta à cidade”

| 11 Jul 2023

Seminário Maior de Coimbra, fachada principal. Foto © Clara Raimundo

Fachada principal do Seminário Maior de Coimbra. “O primeiro grande projeto era recuperar o edifício e restaurá-lo”, destaca o padre Nuno Santos. Foto © Clara Raimundo/7MARGENS.

 

Pode um seminário recuperar a vida quase três séculos após o início da sua construção? Acolher concertos, exposições, apresentações de livros, reuniões empresariais? Ter tanta gente nas missas de domingo que não caibam na igreja e se torne necessário celebrar nos seus jardins? E ainda ser um dos spots preferidos dos adolescentes da cidade para tirar fotos que de imediato “postam” com orgulho no seu perfil de Instagram? A resposta seria absolutamente negativa, não fosse o Seminário Maior de Coimbra a exceção que confirma a regra. Prestes a celebrar 275 anos sobre o lançamento da primeira pedra – aniversário que assinalará entre os próximos dias 14 a 16 de julho com uma programação que inclui visitas guiadas, inúmeros concertos, almoço piquenique no jardim, jantar solidário e eucaristia – este é um espaço de portas abertas a todos. Incluindo ao 7MARGENS, a quem o reitor do seminário, o padre Nuno Santos, contou nesta entrevista como foi transformar um monumento degradado e vazio numa casa cada vez mais cheia de vida.

 

7M – Como era o seminário, quando aqui chegou, há sete anos?

Padre NUNO SANTOS – Era um seminário que estava numa situação de degradação, quer enquanto edifício, quer também enquanto projeto. Os seminaristas tinham deixado o seminário em 2012 e quando cheguei, em 2016, não se sabia o que fazer com este espaço. Era um espaço com a porta fechada, que não comunicava com ninguém, e que as pessoas não conheciam. Portanto, eu diria que o seminário estava a implodir. Havia apenas duas pessoas a fazer a vida no seminário, que eram padres já com uma certa idade, havia cinco colaboradores, havia só dois seminaristas de Coimbra que estavam a estudar no Porto, e havia uma despesa enorme no final de cada ano…

 

7M – Como pôde mudar tanto?

Começámos a sonhar! Queríamos que o seminário fosse uma casa aberta à cidade e não só, que se desse a conhecer, que fosse um lugar de espiritualidade, um lugar de cultura, de oração, de comunidade, de vocação… mas que fosse sobretudo uma porta aberta. Então, nesta perspetiva, o primeiro grande projeto era recuperar o edifício e restaurá-lo (sendo que estamos a falar de um edifício que foi concluído em 1765), depois enchê-lo de vida. Mas não fizemos isso por partes, formos tentando fazer tudo ao mesmo tempo, porque senão corríamos o risco de não chegar aqui.

Padre Nuno Santos, reitor do Seminário Maior de Coimbra. Foto © Clara Raimundo

Padre Nuno Santos, reitor do Seminário Maior de Coimbra: “Quando cheguei, em 2016, não se sabia o que fazer com este espaço”, recorda.  Foto © Clara Raimundo/7MARGENS.

 

7M – As obras vão a meio, mas já há muito a acontecer…

Sim, fomos recuperando o edifício, estamos ainda mais ou menos a meio da obra, mas isso já se configurou numa parte de serviços de acolhimento, com o refeitório, o bar, a igreja, o espaço da receção, todo o espaço de salas para reuniões… Todo este espaço, no essencial, já foi restaurado e pudemos abrir aqui uma porta às visitas, que têm sido muitas, apesar de ter havido entretanto a pandemia, e também temos recebido muitos eventos corporativos, particulares e pastorais.

 

7M – E também já têm quartos disponíveis para alojamento…

Exato: no último andar do edifício, o objetivo final é ter 44 quartos e 90 camas. Nesta fase, abrimos já 19 quartos e 40 camas, e isso permite-nos acolher pessoas durante as atividades pastorais, mas também abrir uma página para nós muito importante que é a do turismo espiritual, para pessoas individuais ou famílias fazerem aqui uma experiência um bocadinho diferente, usufruindo do próprio espaço, quer da parte da cultura quer da parte da espiritualidade, e poderem no fundo passar um dia ou mais como se vivessem num seminário, participando nas celebrações, nas refeições, nas diferentes atividades… terem aqui um bocadinho da vivência da casa. Já no primeiro andar, o objetivo é ter um conjunto de 25 quartos, sobretudo para sacerdotes ou pessoas numa permanência mais prolongada e que também nessa permanência possam fazer uma experiência do espaço. Esse projeto está a avançar, e esperamos no final de setembro abrir 11 quartos .

Seminário Maior de Coimbra, quarto. Foto © Clara Raimundo

Um dos 19 quartos já prontos para acolher quem deseje fazer “turismo espiritual” e usufruir da experiência de “viver num seminário”. Foto © Clara Raimundo/7MARGENS.

 

7M – Atualmente, quantas pessoas vivem e trabalham no seminário?

Atualmente, vivem aqui dez padres permanentemente, e neste mês temos um professor universitário que está cá a fazer a sua tese. Temos também um dos nossos colaboradores que vive cá, e estamos a acolher mais duas pessoas. Em termos de colaboradores, podemos dizer que somos cerca de 15 pessoas que estão envolvidas no projeto.

 

7M – E quais têm sido os principais desafios?

O primeiro grande desafio foi desenhar o plano, o projeto e depois procurar concretizá-lo. E nessa concretização, sobretudo na parte mais material, de obra pura e dura, foi a contratação de uma empresa, depois o embater com a pandemia e depois com a guerra, os preços, a falta de mão de obra, o ter que decidir terminar esta etapa com a primeira empresa e começar uma nova com outra empresa… mas sobretudo os preços e a falta de dinheiro… Esse é o grande desafio e o mais angustiante de todos. Um outro desafio que para mim é muito importante tem a ver com criar uma comunidade. Esse desafio foi muito rapidamente vencido e, no fundo, hoje é uma grande estrutura para a casa.

 

7M – Como foi possível criar uma comunidade num lugar que estava praticamente abandonado?

Começámos a celebrar aqui missa ao domingo, o que já não acontecia há 50 ou 60 anos. No início, éramos cerca de 15 pessoas e hoje estão mais de 200 pessoas regularmente nessas celebrações. São leigos, pessoas da cidade, pessoas das mais diversas proveniências, muita gente ligada à universidade, muita gente ligada à área da saúde, e também a outras áreas… que vieram porque criámos uma comunidade diferenciadora. Focámo-nos na qualidade com que fazíamos as coisas, a celebração, inclusive a decoração do espaço, o acolhimento aos mais novos…

 

7M – De que forma envolvem as crianças?

Temos um foco muito grande nas famílias, e em particular naquelas com crianças antes da idade da catequese, e conseguimos que se envolvam como em poucas comunidades fazem. Entre outras coisas, todas as semanas preparamos um desenho alusivo ao evangelho de domingo, que as crianças recebem no início da missa, mas também são enviados cerca de 400 e-mails para todas as pessoas que queiram participar e muitas dessas já imprimem o desenho em casa. Depois, na missa, durante a liturgia da palavra, as crianças vão pintando esse desenho e são convocadas a levá-lo no ofertório, é a oferta delas. No Pai Nosso, são também convidadas a vir rezar junto ao altar, e depois no final podem levar o desenho para casa. Isto é a base. Depois, temos vários momentos ao longo do ano em que as convocamos para alguma atividade. Acho que aqui as crianças sentem que fazem parte, esse é o nosso objetivo.

 

7M – O facto de a missa ser muitas vezes no jardim também é apelativo…

Sim, temos o espaço da Igreja do Seminário, que é muito bonito, mas que agora já não dá para receber toda a gente, por isso usamos sobretudo o salão de S. Tomás e os jardins do Seminário, ou seja, sempre que há bom tempo, a partir da Páscoa, celebramos a missa nos jardins e esse é claramente um espaço privilegiadíssimo. Depois, também gostaria de destacar a qualidade do nosso coro permanente. Posso dizer, por exemplo, que foi o nosso organista que fez o hino da Jornada Mundial da Juventude. E porque queríamos que as pessoas pudessem usufruir também da igreja conservada e restaurada, à terça-feira temos também uma missa, ao final do dia, e aí junta-se sempre um grupo de 20-40 pessoas, que é uma parte dessa comunidade. As pessoas que vêm a essa missa depois têm a possibilidade de jantar cá, e se tiverem reuniões ficam para as reuniões que têm.

Seminário Maior de Coimbra, Igreja da Sagrada Família. Foto © Clara Raimundo

Perspetiva da Igreja do Seminário Maior de Coimbra, que já é pequena para acolher todos os que participam nas missas de domingo. Foto © Clara Raimundo/7MARGENS.

7M – Parece quase uma paróquia, mas sem catequese…

Pois, não temos catequese, apesar de muitos nos pedirem… mas temos uma vivência já bastante significativa. Tomara muitas comunidades ter 200 ou 300 pessoas ativas. A comunidade é um grade suporte para nós, porque nos reforça em muitas atividades, são muito criativos, ajudam-nos em muitas etapas e portanto esta comunidade hoje é o nosso suporte, é a nossa grande base. A par das obras, que implicam a preocupação económica, este é o desafio mais bonito e o mais marcante desta história. Ou seja, aquilo que de facto dá identidade ao seminário, que reforça essa identidade, é esta comunidade, a “Comunidade das 11”, como lhe chamamos. E é uma comunidade que também tem uma partilha mensal. Todos os meses, escolhemos uma causa e ajudamos. A última causa é uma família que está a viver na rua aqui em Coimbra. Ao longo destes anos, desde que começou a pandemia, esta comunidade já partilhou 40 mil euros.

 

7M – E isso quando também precisam de dinheiro para as obras do seminário…

Exatamente, quando podíamos estar a pensar só em nós… mas acho que conseguimos educar no sentido de que, mesmo quando não temos para nós, podemos partilhar com quem tem menos, com quem tem mais necessidades. E acho que esse tem sido também um testemunho muito bonito e que credibiliza a nossa missão. Além disso, está tudo no site, quanto é que recebemos, para onde foi o dinheiro… Temos muito esse cuidado da transparência económica. As pessoas têm acesso às nossas contas, todas as semanas temos o resultado do ofertório do domingo anterior e dizemos a quem é que se destina, está sempre tudo muito claro.

 

7M – E novas vocações ao presbiterado, têm surgido?

Esse é o terceiro grande desafio, que também está alcançado em parte nunca nada está totalmente alcançado e que tem a ver com o número de seminaristas, porque o seminário vive também para essa causa, não pode descurar esse aspeto. Há sete anos, eram dois, hoje são 11 seminaristas aqui de Coimbra e estamos a contar para o ano ainda aumentar o número! Isso é estimulante para a diocese, que é uma diocese com muitas necessidades de clero, mas também tem aqui um sinal de esperança, e acho que isso é muito relevante.

 

7M – Abrir as portas do seminário contribuiu…

Sim, penso que o abrir as portas também ajuda nesta perspetiva de vocação. Porque o modo como as pessoas olham hoje para o Seminário de Coimbra é completamente diferente de como olhavam há sete anos. Pelo facto de estarmos muito presentes nas redes, nas comunidades, pela informação, pelo envolvimento… quando alguém diz que quer ir ao seminário, já não é propriamente um extraterrestre. O seminário já não é um lugar para extraterrestres ou completamente desconhecido, fechado, mas começa a ser um lugar do qual se fala diariamente.

 

7M – Até tem um baloiço que é um sucesso no Instagram!

O baloiço tem muitas visitas! Tenho uma sobrinha afilhada a quem há uns anos, quando ela tinha 15, eu dizia muitas vezes: “Então, não vens ao seminário?” E notava-se que ela não se identificava muito com o espaço… Na altura, disse-lhe que iríamos ter um desafio cá em casa, para fazer com que os adolescentes passassem a dizer a palavra “seminário” com orgulho e não com vergonha ou com uma conotação muito perdida no tempo e negativa. E realmente o baloiço fez com que, passado uns anos, esta minha sobrinha afilhada me tenha dito: “Não imaginas, da minha turma toda a gente vai ao seminário, estão sempre a publicar coisas no Instagram e estão sempre a perguntar-me se eu conheço!” E isso significa que a palavra começa a fazer parte do quotidiano das pessoas. E tudo junto não é apenas uma coisa, pois quem chama é Deus, as comunidades têm a sua importância, os párocos têm muita importância mas tudo junta cria um dinamismo diferente. E o seminário já não é um sítio acabado, fechado, ou uma coisa muito tenebrosa… Passou a haver uma abordagem completamente diferente. Também há paróquias que vêm visitar o seminário, há esta comunicação permanente que vamos tendo de iniciativas que desenvolvemos, exposições, concertos, novas etapas da construção, isto tudo vai fazendo com que a palavra “seminário” não esteja perdida no dicionário existencial das vidas das comunidades, mas que vá aparecendo.

Seminário Maior de Coimbra, baloiço. Foto © Seminário Maior de Coimbra.

O baloiço com vista sobre o rio Mondego é um dos locais que mais atrai os jovens ao seminário. Foto © Seminário Maior de Coimbra.

 

7M – Um seminário com esta vida é caso único em Portugal?

Com esta vida toda é, porque os seminários normalmente estão numa de duas situações: ou têm seminaristas e estão limitados por esse facto, só vivem para aquilo, ou então não têm seminaristas e estão fechados, ou no máximo são só uma uma casa de retiros, não têm outros projetos. O problema é que nós somos muito bipolares, só temos soluções de “sim” ou “não”, temos dificuldade em recriar a partir do que temos. Aqui no seminário, temos procurado abrir frentes, muitas frentes. Já temos uma área cultural muito forte, e que se vai intensificar este ano de uma maneira ainda mais avassaladora, com programação própria; temos uma área de acolhimento também muito forte, desde as refeições ao alojamento, com esta linha do turismo espiritual, que para já também é a única em Portugal nos seminários… Há aqui um conjunto de coisas que de facto tornam este seminário único, e é isso também que o torna vivo.

 

7M – Tudo isso tem trazido ao seminário também muitas pessoas de fora da Igreja… Converteram-se algumas entretanto?

Sim, há pessoas que estavam com um pé dentro e um pé fora da dinâmica eclesial e que vieram, gostaram e começaram a participar na missa… Temos várias pessoas não batizadas a participar na celebração. Esta comunidade trabalha muito para os não crentes e para as pessoas que se afastaram aquelas a que normalmente chamamos os “cristãos não praticantes”. E há alguns que dizem que são cristãos não praticantes ou até os que dizem que não acreditam, mas que vêm cá à missa todos os domingos!

 

7M – E a Jornada Mundial da Juventude veio trazer ainda mais vida?

Sim, os seminaristas estão todos convocados a participar como peregrinos na Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, e na semana anterior, nos dias das dioceses, nas suas comunidades. Além disso, temos todo o alojamento disponível para receber sobretudo bispos e alguns peregrinos na semana anterior, que vêm de outros países. O seminário é também um dos pontos de venda da JMJ da nossa diocese, e aqui têm acontecido alguns momentos preparatórios e temos tido várias reuniões. Eu faço parte de uma das equipas de responsáveis da Jornada na diocese a de conteúdos e já estou inscrito para ir como peregrino à JMJ, apesar da idade, que já tenho 47 anos! [risos] E na semana anterior darei muito apoio aqui, claro.

Seminário Maior de Coimbra, padre Nuno Santos observa a vista sobre o rio Mondego. Foto © Clara Raimundo.

O padre Nuno Santos contempla a vista do último andar do seminário. “Esta comunidade trabalha muito para os não crentes e para as pessoas que se afastaram”, assinala. Foto © Clara Raimundo/7MARGENS.

 

7M Sente que a Jornada está a ser uma oportunidade bem aproveitada no sentido de conseguir despertar algumas vocações?

A Jornada está a ser um momento de mobilização muito interessante e significativo de jovens adultos, muitos que já tiveram compromissos no passado e que agora retomaram nas suas comunidades. Há uma redescoberta de alguns leigos e do seu empenho e das suas capacidades, que estavam um pouco adormecidos… Muitas vezes, os leigos não aparecem porque ninguém lhes lança o convite e outras vezes porque não há convites para lançar. Há uma série de fatores e situações nas comunidades que cria esta inércia: o clero é pouco, envelhecido, muda muito e quando muda não sabe quem são as pessoas que podem colaborar, depois as paróquias são pouco sinodais ainda; portanto parece que quando entra um destrói todo o projeto anterior para começar um novo projeto, e isso cria muita letargia, muita lentidão nos processos… E com a Jornada criou-se um dinamismo e esse dinamismo está instalado, está muito consistente. Quanto à geração dos jovens, mudou muito de há uns anos a esta parte e eu não quero dizer que eles não estejam entusiasmados, mas a perceção que temos não é muito grande, ou seja, os grupos quando são convocados vão às atividades, mas penso que esta mobilização para Lisboa vai ter várias tensões.

 

7M Muitos jovens acabarão por não se inscrever?

Pois… acho que vai ser mais interessante vê-los a receber. Mas aí muitos dos adultos vão estar presentes também. Esperávamos e gostaríamos que mais jovens participassem em Lisboa, mas não sei. Em termos de expetativas, estamos motivados, e a minha presença na Jornada também tem a ver com esta questão vocacional da própria Jornada; ou seja: se eu não tivesse estas responsabilidades, se não estivesse no lugar onde estou, não sei se ainda me iria inscrever. Agora, atendendo às responsabilidades e missão que tenho e também à própria perspetiva vocacional da jornada, nós queríamos que a Jornada reforçasse os que já estão no seminário em termos vocacionais, reforçasse aqueles que estão a por a hipótese de entrar no próximo ano, e criasse novos desafios a outros jovens que pudessem colocar a questão de novo. Espero que a Jornada seja uma oportunidade para o surgimento de novas vocações, de todos os âmbitos, e também do âmbito presbiteral.

 

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