
Os países em desenvolvimento estão a “liderar” na integração de crianças institucionalizadas em famílias ou comunidades de ambiente familiar. Foto © Nazareth Home for God’s Children (Gana).
Chama-se Catholic Care for Children International (CCCI) e é o mais recente projeto da União Internacional das Superioras Gerais (UISG). O objetivo é ajudar as instituições religiosas em todo o mundo, em particular aquelas que acolhem crianças, a oferecer-lhes os melhores cuidados possíveis, entre os quais a possibilidade de crescerem numa família segura ou num ambiente familiar.
A iniciativa, que será lançada na próxima sexta-feira, 2 de outubro, nasceu de um encontro realizado em maio de 2019, intitulado “Semeando a esperança para as crianças sob os nossos cuidados”, que reuniu representantes de congregações religiosas de todo o mundo para refletir sobre a situação das crianças institucionalizadas.
Uma das principais conclusões deste encontro foi a de que as instituições só muito raramente conseguem dar resposta às principais necessidades de desenvolvimento e socio-emocionais das crianças, mas irmãs a trabalhar no Uganda, Quénia e Zâmbia partilharam experiências-piloto de integração de crianças institucionalizadas em famílias ou comunidades de ambiente familiar, que estavam a ser muito bem sucedidas.
Estas e outras ações serão agora partilhadas através da plataforma CCCI, que pretende contribuir para a construção de “um mundo em que cada criança irá crescer numa família que lhe dá segurança e amor, ou num ambiente equivalente ao de uma família”, afirma a irmã Niluka Perera, coordenadora da plataforma, citada pelo Vatican News.
A UISG está a lançar esta plataforma global “para que as religiosas do mundo inteiro possam aprender como evoluir para esta tendência de retirar as crianças vulneráveis das instituições”, acrescenta a responsável pelo projeto.
De acordo com dados divulgados pelo Vatican News, existem atualmente em todo o mundo perto de nove mil instituições católicas que acolhem crianças, nas quais vivem mais de cinco milhões de menores. Destes, “cerca de 80% não são órfãos, mas têm pelo menos um pai ou mãe vivo ou uma estrutura familiar”, sublinha a superiora geral da UISG, Patricia Murray, também em declarações ao site noticioso do Vaticano.
E “é interessante verificar que são os países em desenvolvimento que estão a liderar o caminho” no encontro de soluções para reintegrá-las nas famílias. Na UISG, conclui, “reconhecemos a importância de ajudar a espalhar este movimento”.
No vídeo a seguir, a irmã Niluka Perera apresenta o projeto e convida todos a participar no seu lançamento oficial.










