
MMTC preocupado com falta de igualdade em relação às mulheres no mundo de trabalho. Foto © LinkedIn Sales Solutions
É preciso, escreve o Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos (MMTC) na sua mensagem para o Dia da Mulher que hoje, dia 8 de março, se comemora em todo o mundo, “retificar as desigualdades históricas” que vitimam as mulheres, “romper o silêncio e construir um mundo mais humano”, “lutar contra as pandemias que continuam a matar mulheres” e “redirecionar os caminhos” de futuro.
A mensagem deste ano foi escrita pelo movimento peruano – o Peru é um dos países mais duramente atingido pela covid-19 – que lembra estarmos “no meio de uma pandemia sanitária” em que “as mulheres estiveram na primeira linha, dentro e fora do lar”; mas, apesar deste imenso trabalho, elas “ficaram à mercê da violência doméstica em condições de maior vulnerabilidade, tendo-se registado um aumento de feminicídios, como expressão mais horrenda da violência contra elas”.
Outra forma de violência exprime-se pela realidade do mercado de emprego onde “é inegável que em todo o mundo foram as mulheres as mais afetadas pelos despedimentos e a redução dos salários”, desigualdade que se manifesta nas expectativas divulgadas pela Organização Internacional do Trabalho. A organização prevê que no final deste ano ”o emprego masculino atinja os níveis de 2019”, com 68,8 por cento dos homens em idade de trabalhar com acesso a um emprego, enquanto o mesmo só acontecerá a 43,2 por cento das mulheres na mesma condição.









