
O Santuário de Fátima encerrou 2021 com o registo de 2,4 milhões de peregrinos, mais um milhão que no primeiro ano da pandemia. Em 2019, o número de peregrinos tinha sido de 6,3 milhões. Foto © Santuário de Fátima.
O Santuário de Fátima registou em 2020 uma perda de 53,7% das receitas em relação a 2019, “perda que em 2021, embora não estejam ainda apurados todos os valores, será menos significativa”, revelou a instituição durante a apresentação dos seus dados financeiros dos últimos três anos, no 43.º Encontro de Hoteleiros, que aconteceu esta quinta-feira, 3 de março, na Cova da Iria.
Em 2019, os rendimentos do Santuário foram de 20,3 milhões de euros, e em 2020 de 9,4 milhões. Os resultados provisórios de 2021 mostram rendimentos na ordem dos 14,9 milhões de euros. Já os gastos passaram de 18,9 milhões de euros em 2019 para 15,2 milhões em 2020 e 14,2 milhões em 2021.
O Santuário de Fátima explica que apresentou os montantes dos rendimentos e dos gastos nos últimos três anos graças a ”uma autorização especial do Conselho Nacional”, que levantou o embargo à divulgação dos principais números relativos à vida financeira da instituição.
“Divulgamos estes números em nome da transparência, correspondendo aos apelos do Papa Francisco, por decisão do Conselho Nacional do Santuário de Fátima. Estes valores são sempre auditados por entidade externa e aprovados pelos órgãos próprios como sempre tem acontecido”, justificou o padre Carlos Cabecinhas, reitor da instituição, citado pela agência Ecclesia.
Recorde-se que em 2020 e 2021 houve suspensão das celebrações comunitárias, em Portugal, devido à pandemia de covid-19, tendo o regresso dos peregrinos acontecido com limitações à lotação do recinto. O Santuário de Fátima encerrou 2021 com o registo de 2,4 milhões de peregrinos, mais um milhão que no primeiro ano da pandemia. Em 2019, o número de peregrinos tinha sido de 6,3 milhões.
Em fevereiro do ano passado, o reitor do Santuário havia já considerado o ano de 2020 como “difícil” e “dramático” para a instituição. Um ano assim, no entanto, não foi perdido porque permitiu aprender e “rever o modo de comunicar com os peregrinos e de lhes levar a mensagem de Fátima”, disse então Carlos Cabecinhas.
Em relação a 2022, as perspetivas são mais animadoras, “apesar dos dias teimarem em ser sombrios, agora com uma guerra à nossa porta, envolvendo tantos irmãos e irmãs que habitualmente nos visitam em Fátima”, afirmou o responsável esta quinta-feira.










