AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Foto publicada na conta de Twitter de Maria Ressa, com alguns dos Nobel presentes no Vaticano. https://twitter.com/mariaressa/status/1667424193045213184

Iniciativa da Fundação Fratelli Tutti

“Só a fraternidade cria humanidade” – dizem 30 Prémios Nobel reunidos no Vaticano

| 10/06/2023

Selfie na conta de Twitter de Maria Ressa, com alguns dos Nobel presentes no Vaticano. https://twitter.com/mariaressa/status/1667424193045213184

Selfie da filipina Maria Ressa publicada na sua conta de Twitter, com alguns dos prémios Nobel presentes no Vaticano. 

 

Um grito de “não mais à guerra!”, a certeza de que “só a fraternidade cria humanidade” e o reconhecimento de que “fazer crescer a semente da fraternidade espiritual começa por nós” e que “cabe à nossa liberdade querer a fraternidade e construí-la juntos” são as afirmações principais da Declaração da Fraternidade assinada por 30 prémios Nobel reunidos no Vaticano durante o I Encontro Mundial da Fraternidade Humana — “NotAlone”, que decorreu neste sábado, 10 de junho.

A declaração pode ser lida na íntegra na agência Vatican News e nela são retomadas várias das propostas centrais da encíclica Fratelli Tutti (FT) do Papa Francisco, bem como um forte apelo à paz: “É a paz, a justiça e a igualdade que devem guiar o destino de toda a humanidade. Não ao medo, não à violência sexual e doméstica! Cessem os conflitos armados. Digamos basta às armas nucleares e às minas terrestres. Basta de migrações forçadas, limpeza étnica, ditaduras, corrupção e escravidão”.

Coube aos Prémios Nobel da Paz Muhammad Yunus e Nadia Murad lerem, em nome das três dezenas de laureados, a Declaração da Fraternidade aos jovens reunidos na Praça de São Pedro durante a tarde de sábado [ver 7MARGENS].

Segundo o semanário católico Alfa y Ómega, Nadia Murad (que foi prémio Nobel da Paz em 2018) sublinhou o combate à violência sexual, a escravidão ou a limpeza étnica — “três infortúnios” que esta yazidi ameaçada pelo Estado Islâmico sofreu na própria pele — apontando a necessidade de “os países promoverem forças conjuntas para criar sociedades de paz como, por exemplo, a instituição de um Ministério para a paz”.

O texto lido junta sempre o apelo aos países, povos e seus dirigentes com o compromisso dos signatários e de todo os que quiserem aderir à declaração. Neste capítulo sublinha que “a compaixão, a partilha, a generosidade, a sobriedade e a responsabilidade são para nós as escolhas que alimentam a fraternidade pessoal, a fraternidade do coração” e ”juntos, escolhemos viver as nossas relações baseadas na fraternidade, alimentadas pelo diálogo e pelo perdão, que “não implica esquecimento” (FT, n. 250), mas o renunciar “a deixar-se dominar pela mesma força destruidora  (FT, n. 251) da qual todos sofremos as consequências”.

Inspirando-se na ecologia integral desenhada por Francisco na Laudato Si’, a declaração afirma também o compromisso com o planeta: “Juntos, queremos construir uma fraternidade ambiental, fazer as pazes com a natureza, reconhecendo que ‘tudo está em relação’: o destino do mundo, o cuidado da criação, a harmonia da natureza e estilos de vida sustentáveis.” E termina com uma certeza: “Só a fraternidade cria humanidade”.

A intervenção cirúrgica, a que o Papa foi submetido durante a semana, provocou alterações neste encontro, com o cardeal Pietro Parolin a substituir Francisco no encontro, que decorreu no Palácio da Cancelleria, fora dos muros do Vaticano. Entre os laureados presentes estiveram Denis Mukwege, Maria Ressa, Óscar Arias, Nadia Murad, Juan Manuel Santos, Jody Williams, Leymah Gbowee, Muhammad Yunus, Shirin Ebadi, Olekssandra Matviichik e Tawakkol Karman.

 

Foto publicada na conta de Twitter de Maria Ressa, com alguns dos Nobel presentes no Vaticano. https://twitter.com/mariaressa/status/1667424193045213184

Foto publicada na conta de Twitter de Maria Ressa, com alguns dos Nobel presentes no Vaticano.

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia

Padre da Obra da Rua morreu

Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia novidade

O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória novidade

No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.