
A maioria dos recém-deslocados pode nunca mais voltar para os seus locais de origem porque a terra que os alimentava deixou de ser produtiva, alerta a Organização Internacional para Migração. Foto © Claudia Rosel/IOM.
O número de deslocados internos na Somália supera atualmente os 3,8 milhões e o vice-diretor geral de operações da Organização Internacional para Migração (OIM), Ugochi Daniels, disse, na apresentação do seu relatório após uma semana naquele país, que “mais 300.000 pessoas poderão ver-se obrigadas a abandonarem os seus locais de vida até julho de 2023” por causa da seca e dos conflitos armados.
Daniels apelou ao investimento por parte de doadores para evitar mais deslocamentos, afirmando: “Temos ainda uma janela de oportunidade que não podemos perder. Precisamos de investir nos locais de origem para promover a resiliência e evitar que novos deslocamentos aconteçam”.
Além do conflito armado em que a Somália vive há anos, sucederam-se cinco estações chuvosas consecutivas abaixo da média e está projetada pelos serviços meteorológicos uma sexta para este ano. A maioria dos recém-deslocados pode nunca mais voltar para os seus locais de origem porque a terra que os alimentava deixou de ser produtiva.
A OIM tem desenvolvido e apoiado vários projetos para melhorar o acesso das populações a terra arável e a habitação de longo prazo, e tem estabilizado serviços sociais locais através do envolvimento das autoridades e comunidades locais e do financiamento de doadores internacionais.










