A minha experiência de dias de quarentena não será, talvez, a mais comum. Partilho-a assim, ao correr da pena, porque é também de forma apressada que se têm passado os meus dias. Depois de algumas semanas isolado num quarto, entre febre, livros, luto e silêncio, os meus dias mudaram completamente em muito pouco tempo. Juntei-me a um projecto do Colégio Luso-Internacional de Braga que, vendo que muitas instituições sociais estavam a fechar portas ou funcionavam só durante os dias de semana, numa altura em que a quarentena empurrava tantas pessoas, desamparadas, para situações de emergência, decidiu transformar a cantina do colégio numa linha de montagem de refeições solidárias.





