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Num mundo em guerra, não basta dizer que “todas as religiões são religiões de paz”

Diálogo inter-religioso debatido em Mafra

Num mundo em guerra, não basta dizer que “todas as religiões são religiões de paz”

É inegável: há uma “sombra palpável de medo” e uma “ansiedade generalizada” em Israel e na Palestina, que geram cada vez mais violência. O que fazer? “Mais do que lutar contra o medo, é preciso lidar com esse medo, trabalhar com esse medo, de ambos os lados”, defende Sarah Bernstein, mediadora de conflitos e especialista em diálogo inter-religioso. Natural do Reino Unido e a viver em Jerusalém há mais de dez anos, Sarah não duvida de que as religiões, podem, e devem, ter um papel fundamental nesse trabalho. Mas “têm de ir além de dizer que são todas religiões de paz”, alerta. “Há muito trabalho a fazer e é preciso aprender a fazê-lo em conjunto”.

“Ouvimos demasiado a voz das armas, mas também há a voz do diálogo para a paz”

Arcebispo de Bangui em Portugal

“Ouvimos demasiado a voz das armas, mas também há a voz do diálogo para a paz”

Se queremos paz na Ucrânia, é preciso redirecionar as energias, que têm estado focadas apenas num eixo, o do armamento. Quem o diz é o arcebispo de Bangui, Dieudonné Nzapalainga, que tem desempenhado um papel crucial na recuperação da paz no seu próprio país, a República Centro-Africana (RCA). “Ouvimos demasiado a voz das armas, mas também há a voz do diálogo para a paz”, afirmou o cardeal durante a sua participação na terceira edição do Mafra Dialogues, que decorreu esta quinta e sexta-feira, 27 e 28 de abril, no Palácio Nacional de Mafra, subordinado ao tema “Diálogo Inter-religioso e Paz Global”.

Num mundo em guerra, não basta dizer que “todas as religiões são religiões de paz”

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É inegável: há uma “sombra palpável de medo” e uma “ansiedade generalizada” em Israel e na Palestina, que geram cada vez mais violência. O que fazer? “Mais do que lutar contra o medo, é preciso lidar com esse medo, trabalhar com esse medo, de ambos os lados”, defende Sarah Bernstein, mediadora de conflitos e especialista em diálogo inter-religioso. Natural do Reino Unido e a viver em Jerusalém há mais de dez anos, Sarah não duvida de que as religiões, podem, e devem, ter um papel fundamental nesse trabalho. Mas “têm de ir além de dizer que são todas religiões de paz”, alerta. “Há muito trabalho a fazer e é preciso aprender a fazê-lo em conjunto”.

“Ouvimos demasiado a voz das armas, mas também há a voz do diálogo para a paz”

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