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Quando é que deixámos de reparar?

[À Margem]

Quando é que deixámos de reparar?

“A cultura do descarte não começa apenas quando ignoramos as pessoas sem-abrigo, os migrantes ou os pobres de quem o Papa fala. Talvez comece muito antes, nas nossas casas, nas nossas escolas, quando deixamos de prestar atenção a quem sofre mesmo ali ao lado, quando os nossos filhos já nem reagem se um colega pede ajuda, cai ou fica sozinho.”

‘p’ de pobre – Oportunidade Social Única

[Dicionário particular II]

‘p’ de pobre – Oportunidade Social Única

Só que o problema da meritocracia como ideologia, ao contrário da meritocracia como aspiração, é que ela pressupõe igualdade na partida, o que não existe. Pressupõe que todos correm a mesma corrida, a partir da mesma linha, com os mesmos sapatos. E quando essa falsa premissa é aceite como verdade, a pobreza torna-se facilmente interpretada como fracasso pessoal: falta de esforço, de ambição, de responsabilidade. [Texto de Júlia Costa].

“Magnifica Humanitas”: quando Roma olha para os algoritmos

A encíclica lida pela IA

“Magnifica Humanitas”: quando Roma olha para os algoritmos

“Há um paradoxo silencioso no centro da encíclica Magnifica Humanitas, publicada a 15 de maio de 2026 pelo Papa Leão XIV: o documento que mais diretamente enfrenta a era digital é também, na sua estrutura e linguagem, profundamente anti-digital.” – Eis uma análise feita pela própria pela Inteligência Artificial (Claude) à nova encíclica.

Os magníficos humanos do Papa Leão

Pessoas e organizações

Os magníficos humanos do Papa Leão

Em três parágrafos da nova encíclica, quando fala da grandeza e do coração humano por oposição aos seus limites, Leão XIV refere “mulheres corajosas e generosas”, mártires “da fraternidade e da justiça”, “testemunhas que encarnaram (…) a esperança do Evangelho e a dignidade humana” ou ainda os “‘mártires do quotidiano”.

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“A cultura do descarte não começa apenas quando ignoramos as pessoas sem-abrigo, os migrantes ou os pobres de quem o Papa fala. Talvez comece muito antes, nas nossas casas, nas nossas escolas, quando deixamos de prestar atenção a quem sofre mesmo ali ao lado, quando os nossos filhos já nem reagem se um colega pede ajuda, cai ou fica sozinho.”

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Só que o problema da meritocracia como ideologia, ao contrário da meritocracia como aspiração, é que ela pressupõe igualdade na partida, o que não existe. Pressupõe que todos correm a mesma corrida, a partir da mesma linha, com os mesmos sapatos. E quando essa falsa premissa é aceite como verdade, a pobreza torna-se facilmente interpretada como fracasso pessoal: falta de esforço, de ambição, de responsabilidade. [Texto de Júlia Costa].

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Das cantigas de amigo à vinha

[Metáforas vivas]

Das cantigas de amigo à vinha novidade

Este texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

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Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

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