A primeira imagem que guardo do padre Azevedo, à entrada do Liceu Sá de Miranda, teria eu 13 ou 14 anos, é de um homem franzino, num fato preto, com chapéu, um cigarro eternamente aceso entre os dedos longos. Sentava-se, olhava-nos de frente, com um genuíno interesse e atenção (a adolescência possui antenas longas para detectar este tipo de pessoas), ouvia-nos, respondia-nos sempre com outras perguntas. No fim das aulas convidava-nos para um café, pagava-nos um bolo no Viana, e a conversa fluía pela tarde dentro.





