Uma foto de Miguel Cardoso, com texto de Pedro Benino.
Uma foto de Miguel Cardoso, com texto de Pedro Benino.
Fundador dos Amigos do Deserto ao 7MARGENS
Pablo d’Ors: “Temos de trabalhar muito menos e dedicar muito mais tempo não ao urgente, mas ao essencial, ao que é diferente.”No próximo fim-de-semana, decorre em Torres Novas um retiro promovido pelo grupo e que terá como dinamizadores três responsáveis da associação Amigos del Desierto, dinamizada por Pablo d’Ors. Com esse pretexto, publicamos esta entrevista, ainda inédita, feita a propósito do seu livro “O Amigo do Silêncio”.
Ignorar o “elefante na sala” da verdade exclusiva nas religiões perpetua a divisão e impede o avanço da paz. Tal como a comida de fusão combina sabores distintos, as tradições espirituais podem coexistir de forma enriquecedora. A chave para a verdadeira harmonia está em celebrar a diversidade com respeito e amor, colher inspiração e superar dogmas que alimentam a distância no diálogo inter-religioso. [Texto de André Valério].
"Oh noite que guiaste!"
Levar a busca ao extremo de siO monge Carlos Maria Antunes vive no Mosteiro Cisterciense de Santa Maria do Sobrado, depois de década e meia como padre numa paróquia da diocese de Santarém. Possivelmente esta migração estará associada à condição de pessoas que vivem a busca permanente e poderá ser a raiz do seu novo livro Oh noite que guiaste! [Texto de Júlio Ricardo]
a casa era uma pele largada
[Onde moras? Vinde e vereis.]
o homem era um caminho a seguir
— a foto de Miguel Cardoso e o texto de Pedro Benino
brincavam a dois como antes dançavam
[os recomeços são reinvenções]
carta vai carta vem como no namoro
— uma foto de Miguel Cardoso, com texto de Pedro Benino
a luz era nervosa como a febre
[a vida lateja na ferida]
silêncio a estalar como sangue
— uma foto de Miguel Cardoso, com texto de Pedro Benino
o respirar da terra como incenso
[vi árvores dançar a subida]
e um caminho êxodo pela nuvem
— uma foto de Miguel Cardoso, com texto de Pedro Benino
Uma foto de Miguel Cardoso, com texto de Pedro Benino.
Fundador dos Amigos do Deserto ao 7MARGENS
Pablo d’Ors: “Temos de trabalhar muito menos e dedicar muito mais tempo não ao urgente, mas ao essencial, ao que é diferente.”No próximo fim-de-semana, decorre em Torres Novas um retiro promovido pelo grupo e que terá como dinamizadores três responsáveis da associação Amigos del Desierto, dinamizada por Pablo d’Ors. Com esse pretexto, publicamos esta entrevista, ainda inédita, feita a propósito do seu livro “O Amigo do Silêncio”.
Ignorar o “elefante na sala” da verdade exclusiva nas religiões perpetua a divisão e impede o avanço da paz. Tal como a comida de fusão combina sabores distintos, as tradições espirituais podem coexistir de forma enriquecedora. A chave para a verdadeira harmonia está em celebrar a diversidade com respeito e amor, colher inspiração e superar dogmas que alimentam a distância no diálogo inter-religioso. [Texto de André Valério].
"Oh noite que guiaste!"
Levar a busca ao extremo de siO monge Carlos Maria Antunes vive no Mosteiro Cisterciense de Santa Maria do Sobrado, depois de década e meia como padre numa paróquia da diocese de Santarém. Possivelmente esta migração estará associada à condição de pessoas que vivem a busca permanente e poderá ser a raiz do seu novo livro Oh noite que guiaste! [Texto de Júlio Ricardo]
a casa era uma pele largada
[Onde moras? Vinde e vereis.]
o homem era um caminho a seguir
— a foto de Miguel Cardoso e o texto de Pedro Benino
brincavam a dois como antes dançavam
[os recomeços são reinvenções]
carta vai carta vem como no namoro
— uma foto de Miguel Cardoso, com texto de Pedro Benino
a luz era nervosa como a febre
[a vida lateja na ferida]
silêncio a estalar como sangue
— uma foto de Miguel Cardoso, com texto de Pedro Benino
o respirar da terra como incenso
[vi árvores dançar a subida]
e um caminho êxodo pela nuvem
— uma foto de Miguel Cardoso, com texto de Pedro Benino
Padre da Obra da Rua morreu
Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia novidadeO padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]
Em Nova Iorque
Contra a corrida ao armamento e o ódio online, Santa Sé coloca dignidade humana no centro assembleia da ONU novidadeA saúde, a educação e a segurança alimentar não devem ser sacrificadas em favor do aumento dos gastos militares. O apelo foi deixado pelo arcebispo Christophe Zakhia El-Kassis, observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, durante a 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.
[Entre Margens]
Joana Lopes: 88 cravos à sua memória novidadeNo próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].
[Arquipélago Jerusalém]
Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se … novidadeAcordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].
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