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Nós somos aqueles que o Papa amou

Nós somos aqueles que o Papa amou

Nós somos aqueles que o Papa amou. Aqueles de quem ninguém falava, de quem ninguém queria saber, de quem ninguém se lembrava das dores, sofrimentos e arrependimentos. Mas um dia chegaste, Francisco. Atravessaste os nossos muros frios, tornaste-os vidros transparentes e o mundo viu-nos, lembrou-se de nós, os descartados da sociedade. [Texto de Lígia Pires].

Um papamóvel parado às portas de Gaza e os bispos calados

Um papamóvel parado às portas de Gaza e os bispos calados

Sim, este é mais um texto sobre o que se passa em Gaza. Tem havido muitos, bem sei, mas claramente ainda não são suficientes. Até porque muitas das vozes que deveriam levantar-se continuam em silêncio. E é preciso dizer aos donos dessas vozes: vão muitíssimo tarde, mas mais vale tarde do que nunca. Agora sim, “há pressa no ar”. Levantem-nas, por fim!

Horizontes comuns: caminhos inter-religiosos para a coesão social e justiça climática na Europa

Horizontes comuns: caminhos inter-religiosos para a coesão social e justiça climática na Europa

O recente falecimento do Papa Francisco marca o fim de um pontificado guiado por uma coragem moral rara e uma liderança espiritual que transcendeu fronteiras religiosas, políticas e culturais. Para a comunidade inter-religiosa global, a sua voz foi mais do que simbólica: foi uma bússola. Uma bússola que apontou, de forma consistente, para o diálogo, a justiça e a compaixão. [Texto de António de Almeida-Ribeiro, Secretário-Geral Interino, KAICIID]

Cabo Verde, o “Negro Manuel” e o Papa Francisco

Cabo Verde, o “Negro Manuel” e o Papa Francisco

No passado dia 21 de maio, foi publicado no Boletim Oficial de Cabo Verde o Voto de Pesar n.º 69/X/2025 pelo falecimento de Sua Santidade o Papa Francisco, aprovado por unanimidade no Parlamento cabo-verdiano. [Texto de Lígia Fonseca].

Um livro que nos lê

Um “retiro” de Ivereigh com Francisco

Um livro que nos lê

Diz-se que um professor, não importa a circunstância, não deixa nunca de o ser e ouvindo Austen Ivereigh a falar de patientia, senti-me imediatamente arrebatado pelo entusiasmo didáctico de introduzir verbos depoentes aos alunos de primeiro ano de Latim – entusiasmo raramente partilhado pelos alunos que normalmente os condenam à triste categoria pedagógica das complexidades inapreensíveis. [Texto de Paulo Ramos].

Papa Francisco: um “viva” para a poesia

Curadoria de Antonio Spadaro

Papa Francisco: um “viva” para a poesia

“Caro irmão, viva a poesia! Fico feliz que tenha reunido os textos que escrevi ao longo dos anos sobre a importância da poesia. Gostaria que a poesia ocupasse um papel importante nas nossas universidades! Precisamos de recuperar o gosto pela literatura nas nossas vidas, mas também na nossa educação, caso contrário seremos como um fruto seco. A poesia ajuda-nos a sermos humanos, e hoje precisamos muito dela.”

À vista de todos: “a invisibilidade das mulheres”

À vista de todos: “a invisibilidade das mulheres”

Que difícil é entender a simplicidade do que escreveu o Papa Francisco na sua autobiografia, “Esperança” (2025), à luz das imagens da televisão do Papa Leão XIV, na sua missa inaugural, mas não só, rodeado por tantos cardeais, bispos, padres, todos homens. [Texto de Margarida Belchior].

Leão XIV continuou catequeses de Francisco, pediu soluções para Gaza e evocou N. Sra. de Fátima

Na primeira audiência geral

Leão XIV continuou catequeses de Francisco, pediu soluções para Gaza e evocou N. Sra. de Fátima

Leão XIV presidiu na manhã desta quarta-feira, 21 de maio, à sua primeira audiência geral. Perante os cerca de 40 mil fiéis que enchiam a Praça de São Pedro, o Papa fez questão, em primeiro lugar, de cumprir o desejo de Francisco, que antes de falecer tinha planeado para a audiência seguinte “refletir sobre algumas parábolas”. Depois, manifestou a sua grande preocupação com o que se passa na Faixa de Gaza, e repetiu “o convite da Nossa Senhora de Fátima: ‘rezem o terço todos os dias pela paz'”.

Nós somos aqueles que o Papa amou

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Sim, este é mais um texto sobre o que se passa em Gaza. Tem havido muitos, bem sei, mas claramente ainda não são suficientes. Até porque muitas das vozes que deveriam levantar-se continuam em silêncio. E é preciso dizer aos donos dessas vozes: vão muitíssimo tarde, mas mais vale tarde do que nunca. Agora sim, “há pressa no ar”. Levantem-nas, por fim!

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No passado dia 21 de maio, foi publicado no Boletim Oficial de Cabo Verde o Voto de Pesar n.º 69/X/2025 pelo falecimento de Sua Santidade o Papa Francisco, aprovado por unanimidade no Parlamento cabo-verdiano. [Texto de Lígia Fonseca].

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Diz-se que um professor, não importa a circunstância, não deixa nunca de o ser e ouvindo Austen Ivereigh a falar de patientia, senti-me imediatamente arrebatado pelo entusiasmo didáctico de introduzir verbos depoentes aos alunos de primeiro ano de Latim – entusiasmo raramente partilhado pelos alunos que normalmente os condenam à triste categoria pedagógica das complexidades inapreensíveis. [Texto de Paulo Ramos].

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“Caro irmão, viva a poesia! Fico feliz que tenha reunido os textos que escrevi ao longo dos anos sobre a importância da poesia. Gostaria que a poesia ocupasse um papel importante nas nossas universidades! Precisamos de recuperar o gosto pela literatura nas nossas vidas, mas também na nossa educação, caso contrário seremos como um fruto seco. A poesia ajuda-nos a sermos humanos, e hoje precisamos muito dela.”

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Estafetas no fio da navalha

[Entre Margens]

Estafetas no fio da navalha

Há uma situação que, para mim, começa a ser difícil de explicar sem recorrer à ironia: centenas de estafetas têm conseguido, nos tribunais portugueses, o reconhecimento do seu vínculo laboral com as plataformas digitais. Ou seja, a Justiça diz, em determinadas decisões, que ali existe uma relação de trabalho. [Texto de Marcel Borges, presidente da Associação dos Imigrantes e Trabalhadores por Aplicação]

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