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Misa transmitida pela internet. Foto © Jay Pee Peñ / Unsplash

Sondagem

Um quarto dos americanos assiste à distância aos serviços religiosos

| 03/06/2023

Misa transmitida pela internet. Foto © Jay Pee Peñ / Unsplash

Misa transmitida pela internet. Foto © Jay Pee Peña / Unsplash

 

Nos EUA, um quarto dos adultos assiste regularmente a serviços religiosos online ou na televisão, um em cada cinco (21%) frequenta sítios ou aplicações para o ajudar a ler as escrituras e um terço (30%) usa a internet para pesquisar informação sobre religião. Um em cada dez assiste a serviços religiosos de forma regular, mas exclusivamente num ecrã. No polo oposto, 16 por cento frequentam serviços religiosos regularmente, mas apenas presencialmente, nunca online.

Os dados resultam de uma sondagem realizada pelo Pew Research Center (PRC) em novembro de 2022, envolvendo mais de 11 mil americanos e publicada no dia 2 de junho. Na data da realização do inquérito as igrejas e outros lugares de culto já se encontravam abertas e o receio do covid já era muito reduzido, embora a pandemia ainda não tivesse deixado de ser oficialmente classificada como uma emergência de saúde pública. Ao contrário do que sucedeu durante a fase mais aguda da pandemia, assistir no final do ano passado a serviços religiosos à distância implicava para metade (51%) das pessoas que o faziam estar sozinho diante de um ecrã.

O estudo do PRC mostra também uma elevada satisfação entre os “consumidores” de serviços religiosos à distância, sendo que “dois terços dos adultos norte-americanos que assistem regularmente a serviços religiosos on-line ou na TV dizem que estão ‘extremamente satisfeitos’ ou ‘muito satisfeitos’ com esses serviços”. Contudo, apesar desse elevado grau de satisfação, “32 por cento dizem que sentem que estão assistindo ‘sem serem realmente um participante ativo’”.

Cruzando duas variáveis de efeitos contrários, a sondagem do PRC conclui que “entre os americanos com 65 anos ou mais, 13 por cento são utilizadores intensivos ​​de tecnologia religiosa, contra 16 por cento entre os 50 a 64, 18 por cento na faixa dos 40 a 49 anos e 16 por cento entre os que têm mais 18 anos e menos de 39”. A dificuldade de uma justa interpretação destes valores radica no facto do recurso a tecnologias digitais ser tanto maior quanto menor é a idade e da prática religiosa, ao contrário, aumentar quanto mais avançada é a idade.

Os grupos religiosos em que uma maior percentagem de pessoas participa exclusivamente de forma presencial em serviços religiosos, são os judeus (26%) e os católicos (24%).

 

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