
Logo dos ODS projetados na assembleia-geral da ONU. A secretária-geral adjunta das Nações Unidas, Amina Mohammed, enfatizou a promessa dos ODS de “não deixar ninguém para trás”, dando prioridade a pessoas e grupos vulneráveis. Foto © ONU
Os conflitos em Gaza, no Sudão, na Ucrânia e noutras zonas do mundo estão a causar uma “devastadora perda de vidas e a desviar a atenção política e os escassos recursos do trabalho urgente de acabar com a pobreza e evitar a catástrofe climática”, disse esta segunda-feira, 15 de julho, a secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, num fórum político de alto nível sobre desenvolvimento sustentável.
Falando em nome de António Guterres, a responsável das Nações Unidas apelou a que se proceda a grandes cortes nos gastos com armamento e se tomem outras ações urgentes, de modo a poder transferir verbas para salvar as metas definidas nos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), metas que, segundo ela, estão “em estado crítico”.
Amina Mohammed apresentou uma estratégia com quatro vertentes, com vista a atingir os objetivos dos ODS para 2030. O investimento no restabelecer a paz e a canalização dos recursos dos conflitos para os esforços do desenvolvimento sustentável é o primeiro passo nessa direção. Além disso, acrescentou, é necessário “avançar na transição verde e digital, instando as nações a melhorarem os seus planos de ação climática até 2025, alinhando-os com o limite de 1,5 graus Celsius”.
A dirigente da ONU destacou, no seu discurso, “o crescente défice de financiamento e as condições financeiras desestabilizadoras em muitos países em desenvolvimento”, mas, ao mesmo tempo, “reconheceu a reforma em curso dos bancos multilaterais de desenvolvimento e a reciclagem dos direitos de saque especiais”, apelando a “medidas mais robustas”, tais como uma maior capacidade de empréstimo, um acesso alargado ao financiamento de contingência e soluções abrangentes de dívida.
Por fim, Mohammed enfatizou a promessa dos ODS de “não deixar ninguém para trás”, dando prioridade a pessoas e grupos vulneráveis, o que significa colocá-los “na vanguarda dos planos, políticas e orçamentos de desenvolvimento nacionais”.
Neste momento, dos 17 ODS, apenas 17 por cento das metas se encontram no ponto inicialmente previsto. “As gerações futuras merecem mais de 17 por cento de um futuro sustentável”, enfatizou a secretária-geral adjunta, citada numa nota difundida pela ONU.









