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Menina moçambique pormenor foto de Inês Leitão
Pormenor de uma das imagens integradas na exposição. Foto © Inês Leitão

Dia da Diversidade Cultural

Sete anos após a tempestade: Rostos de Moçambique no Seixal pela lente de Inês Leitão

| 19/05/2026

Dez mulheres, dez fotografias, dez retratos de quem enfrentou a devastação provocada pelo ciclone Idai na região da Beira, em Moçambique. Captadas pela lente da produtora e guionista Inês Leitão, estas imagens compõem a sua primeira exposição fotográfica, que inaugura na próxima quinta-feira, 21 de maio. A inauguração coincide com o Dia Mundial da Diversidade Cultural e do Diálogo e as receitas geradas com a venda destas obras reverterá diretamente para a Cáritas Moçambique.

O evento de inauguração da mostra, intitulada “Mulheres do Idai”, terá lugar pelas 19h00 na sede da Associação de Apoio à Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (AAGA), situada na Rua Luís de Camões, 24, na Torre da Marinha, Seixal. O momento assinala a memória trágica deste fenómeno climático extremo, que atingiu Moçambique em março de 2019, deixando mais de 600 mortos e 120 mil desalojados no país.

As imagens integradas nesta exposição nasceram quando Inês Leitão realizou a campanha da Cáritas Portuguesa “Recuperar a vida, Restaurar a esperança”, gravada em Moçambique um ano após a tragédia. A autora captou a força destas mulheres — com a exceção de um rapaz — recorrendo à sua câmara.

Inês Leitão durante gravação da campanha para a Cáritas em Moçambique. Foto DR

A ligação de Inês Leitão ao continente africano e às causas solidárias tem sido uma constante. Foto: Direitos reservados

Nascida em Lisboa em 1981, Inês Leitão conta com uma sólida carreira ligada à escrita, à dramaturgia e ao documentarismo de cariz social e humanitário. A sua ligação ao continente africano e às causas solidárias tem sido uma constante: em 2017, levou o documentário Este é o meu corpo (sobre mutilação genital feminina) à cimeira da OMS em Nova Iorque. Mais recentemente, realizou as séries“Poder no Feminino e Afrocutz na RTP África, além do documentário Alentejo Calling (2023), que abordou o fenómeno da imigração no Alentejo e contou com o apoio do 7MARGENS.

Agora, ao expor dez fotografias com histórias e rostos de mulheres moçambicanas apanhadas na dor da
devastação deixada pelo ciclone Idai, Inês Leitão quer colocar a questão: “O que o Idai ainda significa na Beira?”. E sabendo que significa ainda necessidade de ajuda, transforma esta sua primeira exposição fotográfica num ato de solidariedade.

 

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