
Os responsáveis do Santuário querem evitar a 13 de Outubro o que se passou a 13 de Setembro, quando o fluxo de pessoas obrigou a fechar o acesso ao recinto. Foto © Santuário de Fátima
Máscara obrigatória no recinto de oração, delimitação de espaços e limitação e controlo de entradas. O Santuário de Fátima acabou de divulgar há minutos um conjunto de novas medidas de reforço do plano de contingência que já tinha em vigor, e que serão aplicadas já na peregrinação dos próximos dias 12 e 13 de Outubro. As medidas prevêem que no recinto de oração não haja mais do que cerca de seis mil pessoas numa área útil de 48 mil metros quadrados – ou seja, uma média de 8 metros quadrados por pessoa.
A limitação do acesso prevê que haja uma “uniforme disposição da assembleia no recinto”, para o que serão “criadas, com marcações no solo, áreas circulares de ocupação, devidamente distanciadas”. Em cada círculo, acrescenta o comunicado enviado ao 7MARGENS, apenas poderá estar apenas um número limitado de pessoas coabitantes.
Estas medidas agora anunciadas pretendem evitar que se repita o que se sucedeu a 12-13 de Setembro, quando foi necessário fechar as entradas do recinto, que já se encontrava lotado. Estabelecidas em diálogo com a Direcção Geral da Saúde, diz o comunicado, as novas regras pretendem “reforçar o plano de contingência” que já estava em vigor e “minimizar o risco de transmissão de infecção da covid-19 entre os participantes nas celebrações desta peregrinação”. A protecção da saúde dos peregrinos e dos trabalhadores do Santuário “tem sido, de resto, uma preocupação constante” dos seus responsáveis, garante o texto.
Para fiscalizar agora o acesso, os peregrinos terão oito entradas sinalizadas, “com diversos meios de controlo” em cada uma. As deslocações no recinto terão de ser feitas apenas em corredores assinalados, sendo os movimentos “constantemente monitorizados por videovigilância, de modo a poder tomar decisões em tempo real, se isso for necessário, para controlar situações de potencial risco.
Ao entrar no recinto, os peregrinos serão conduzidos às áreas que poderão ocupar, de acordo com os critérios estabelecidos e terão de permanecer no seu sítio até sair do recinto. Os mesmos funcionários que acolhem e encaminham as pessoas terão também a missão de verificar os espaços para garantir que as vias de circulação fiquem desimpedidas. Ao mesmo tempo, vários espaços serão delimitados com o objectivo de criar perímetros de segurança e impossibilitar aglomerações.
No exterior do recinto de oração, e para obviar um acesso desmesurado às entradas, será a GNR que garantirá a vigilância e controlo das zonas limítrofes.
De resto, prevê-se também o reforço da sinalética com informações específicas para esta peregrinação e a divulgação destas medidas dará “especial relevo à necessidade de cumprir as regras de segurança que vigoram em tempo de pandemia”, diz o comunicado.










