A origem situa-se há mais de três mil anos e desde aí, cada ano, os judeus recordam o sucedido. É a grande festa da liberdade, é a “memória da libertação do Egipto, transmitindo-a aos mais novos”. Isaac Assor, hazan da sinagoga Shaaré Tikva (Portas da Esperança), em Lisboa, explica deste modo o sentido de Pessah, a Páscoa judaica, que se inicia neste sábado, 27 de Março.
A Páscoa judaica, que neste ano se prolonga até dia 4 de Abril (dia 22 de Nissan no calendário judaico) tem o seu ponto maior nestes dois primeiros dias, durante os quais se faz a Hagadah – a narrativa da libertação do Egipto, contada sobretudo no livro bíblico do Êxodo.
Na ceia de Páscoa – que em rigor não é ceia, pois não há o templo, onde eram sacrificados os cordeiros, como na Páscoa inicial – uma série de alimentos adquirem uma função simbólica. Gastronomia, cordeiro pascal, tradições, rituais e simbolismos cruzam-se nesta memória, que é feita sobretudo no âmbito familiar.
Nesta celebração, os mais novos assumem um papel importante, pois é também para que eles apreendam o que se passou que desde há três milénios se repete a mesma narrativa bíblica e tradicional.
No vídeo que pode ser visto a seguir, Isaac Assor explica a história, o sentido e os simbolismo da Páscoa judaica, intercalando a explicação com a recitação de trechos dos textos bíblicos ou das narrativas tradicionais que são incluídos na Hagadah, alguns deles em ladino, a língua dos judeus ibéricos.










