
Ao longo da última semana, já desembarcaram em Lampesusa mais de 1.100 migrantes. Foto © Naeblys.
Mais uma embarcação sobrelotada, que por pouco não virou, chegou à ilha italiana de Lampedusa este sábado, 28 de agosto. O desembarque de 539 pessoas, incluindo um menor e três mulheres, foi um dos maiores de sempre e deixou o campo de refugiados local em rutura total.
No dia anterior, um barco com 25 pessoas e outro com 100 tinham também sido localizados e acompanhados até ao porto. Ao longo de terça-feira, 24 de agosto, tinham chegado à ilha 507 pessoas. O centro de Lampedusa tem capacidade para 250 pessoas, mas chega a albergar um número cinco vezes superior.
O presidente da câmara de Lampedusa, Totò Martello, já apelou à comunidade internacional, e em particular aos Estados-membros da União Europeia, para que apoiem o acolhimento destes migrantes.
“Mais uma vez, a ilha prepara-se para suportar sozinha o peso do acolhimento humanitário. Sou o primeiro a dizer que devemos apoiar, a todos níveis, o compromisso da comunidade internacional para o drama que está a ser vivido no Afeganistão, mas é justo lembrar que existem outros territórios e países onde os direitos humanos e os direitos fundamentais como saúde, educação e alimentação são negados diariamente”, disse Martello, citado pelo jornal Público.
“Nesse sentido, espero que a Europa e os seus Estados-membros avaliem os critérios que os levaram a redigir o novo Pacto de Migração e Asilo, atualmente mais focado no repatriamento do que na integração e acolhimento, e que retomem também os conteúdos do Pacto Global para as Migrações”, concluiu.










