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Fátima, 2020

Memória e Esperança mobiliza gestos

Um inusitado toque de sinos, um minuto de silêncio, uma árvore plantada pelo Presidente

| 22/10/2021

Um voto no Parlamento, uma árvore a plantar pelo Presidente da República domingo à tarde no fecho da Jornada e um minuto de silêncio para ser cumprido também domingo, às 14h, por quem assim o entenda. Gestos da Jornada de Memória e Esperança que mobiliza neste fim-de-semana milhares de crianças, jovens e adultos por todo o país.

Fátima, 2020

Fátima em 2020, em tempo de pandemia, sem peregrinos: neste sábado, os sinos da basílica tocarão uma melodia diferente das habituais, para homegaear quem morreu. Foto © Santuário de Fátima

 

Um inusitado toque a finados dos sinos da basílica de Fátima é um dos gestos que marcará a Jornada de Memória e Esperança, que decorre neste fim-de-semana em todo o país. A este toque – os sinos da basílica tocam normalmente os tons festivos –, juntar-se-ão pelo menos os sinos das igrejas das dioceses de Braga, Bragança e Santarém, e várias outras pelo país fora.

Esta será uma das manifestações colectivas e unificadoras que se viverão no país e marcarão a jornada lançada no início de Julho, através do manifesto Jornada de Memória, Luto e de Afirmação da Esperança.

Na Mesquita de Lisboa, a comunidade islâmica associa-se também através de uma oração nesta sexta-feira, 22, às 14h. Várias igrejas evangélicas e protestantes, bem como a Comunidade Judaica também anunciaram momentos especiais de evocação das vítimas ou de afirmação da esperança durante este fim-de-semana.

No domingo, a comissão promotora da iniciativa propôs que às 14 horas, cada pessoa, independentemente do lugar onde esteja, possa fazer um minuto de silêncio em memória das vítimas da pandemia e em reflexão sobre uma sociedade ser mais solidária.

Na manhã em que centenas de iniciativas em todo o país dão início à Jornada da Memória e da Esperança, o plenário da Assembleia da República aprova um voto de solidariedade e felicitação pela convocação desta jornada.

Antecedendo essa aprovação, o presidente da AR, Eduardo Ferro Rodrigues, recebe em audiência uma delegação representativa dos 100 promotores da jornada que assinaram o manifesto inicial. A delegação, que será recebida às 11h30, é constituída pelo juiz conselheiro jubilado Álvaro Laborinho Lúcio, pela médica Isabel do Carmo, o jornalista Jorge Wemans e Evelina Ungureanu, estudante de Comunicação. O texto de congratulação deverá ser votado perto do final do plenário, depois do meio-dia.

Já no domingo, a partir das 17h, decorre nos jardins da entrada principal do Hospital de Santa Maria uma cerimónia de plantação da Árvore da Memória (um carvalho), seguida de largada de pombos. Este acto conta com a presença do Presidente da República, que desde o início deu o seu alto patrocínio à iniciativa.

Antes deste acto no Hospital, o jardim diante do pavilhão 1 do Estádio Universitário de Lisboa será o cenário para plantar a Árvore da Esperança, assinalando o local onde funcionou o hospital de campanha e um centro de vacinação contra a covid. Ambos os momentos são de acesso livre a todas as pessoas que queiram participar e neles participam as bandas de música da Carris e de Marvila.

Estes três dias contam já com mais de centena e meia de realizações por todo o país, em diferentes âmbitos: murais, vigílias, recolha de textos, instalações artísticas, músicas, velas, plantação de árvores, toque de sinos, minutos de silêncio – haverá de tudo um pouco por iniciativa de escolas, associações, instituições de solidariedade social, comunidades religiosas ou autarquias. O leque de iniciativas está organizado por distritos e disponível no site dedicado à jornada.

Ainda no domingo, a partir das 11h no Rossio, em Lisboa, as bandas da Força Aérea e da Armada encherão a praça com música em homenagem às vítimas da pandemia e pela Esperança num país mais justo, mais fraterno e mais marcado pela igualdade.

Esta iniciativa conjunta da comissão promotora da Jornada da Memória e da Esperança e da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, teve a adesão imediata das duas bandas. No acolhimento da cerimónia usarão da palavra o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, e um membro da comissão promotora.

 

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