
Francisco acredita que a JMJ de Lisboa pode representar “um novo começo” para os jovens e, com eles, para toda a humanidade. Foto © Vatican media.
“Queridos jovens, é tempo de voltar a partir apressadamente para encontros concretos, para um real acolhimento de quem é diferente de nós”, escreveu o Papa na sua Mensagem para a 37ª Jornada Mundial da Juventude, divulgada esta segunda-feira, 12, pelo Vaticano, desafiando todos a rumar a Lisboa em agosto de 2023 num espírito de “encontro, partilha, amor e serviço”. “Só assim superaremos as distâncias entre gerações, entre classes sociais, entre etnias, entre grupos e categorias de todo o género, e superaremos também as guerras.”
Francisco acredita que esta Jornada, realizada em “tempos tão difíceis, em que a humanidade já provada pelo trauma da pandemia, é dilacerada pelo drama da guerra”, pode representar “um novo começo” para os jovens que nela participem e, com eles, “para toda a humanidade”.
É certo que os jovens não podem resolver todos os problemas do mundo, reconhece o Papa, mas sugere que comecem por aqueles de quem estão mais próximos. “No mundo, quantas pessoas esperam uma visita de alguém que cuide delas! Quantos idosos, doentes, presos, refugiados precisam do nosso olhar compassivo, da nossa visita, de um irmão ou uma irmã que ultrapasse as barreiras da indiferença!”, escreve o Papa, lembrando a atitude de Maria que serve de mote para Jornada: “imediatamente depois da Anunciação, «levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39) para ir ajudar a prima Isabel”.
“Depois da Anunciação, Maria teria podido concentrar-se em si mesma, nas preocupações e temores derivados da sua nova condição; mas não! Entrega-se totalmente a Deus! Pensa, antes, em Isabel”, afirma Francisco, sublinhando que ela é um exemplo de jovem que “não perde tempo a mendigar a atenção ou a aprovação dos outros – como acontece quando dependemos daquele ‘gosto’ nas redes sociais –, mas move-se para procurar a conexão mais genuína”.
Francisco sugere ainda que os jovens não podem deixar de estabelecer essa conexão, em particular, com os idosos, recordando o que já havia escrito na sua Mensagem para o II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: “Não é por acaso que a guerra tenha voltado à Europa no momento em que está a desaparecer a geração que a viveu no século passado”. E acrescenta: “Há necessidade da aliança entre jovens e idosos, para não esquecer as lições da história, para superar as polarizações e os extremismos deste tempo”.
Na sua mensagem, o Papa faz ainda questão de referir Fátima, local onde “Maria quis fazer uma visita especial”, lançando “a todas as gerações a mensagem forte e maravilhosa que chama à conversão, à verdadeira liberdade”.
E, como que a garantir que também estará presente, termina com um misto de promessa e prece: “Depois dum prolongado período de distanciamento e separação, em Lisboa – com a ajuda de Deus – reencontraremos juntos a alegria do abraço fraterno entre os povos e entre as gerações, o abraço da reconciliação e da paz, o abraço duma nova fraternidade missionária”!










