
A Igreja Católica está sacudida pelo escândalo dos abusos.
Por mais que os bispos possam fazer para responder à situação exposta pelo relatório da Comissão Independente – e a avaliação de muitas pessoas é que estão longe de ter feito o que era esperado deles – aparece como evidente que muito depende do conjunto dos membros da Igreja, para que os espaços eclesiais se caraterizem pela transparência e pela segurança.
Aquilo que para muitos cristãos e católicos será a escuta e a partilha da alegria do Ressuscitado podem ser um sinal para o acolhimento de todos os que buscam vidas dignas e com sentido.
Nos últimos dias, o 7MARGENS tem estado a publicar depoimentos de algumas pessoas católicas sobre os caminhos que desejam para a Igreja a que pertencem e que, di-lo o Papa e sentem-no muitos crentes – carece de reformas corajosas, no espírito sinodal lançado por Francisco.
Assim, gostaríamos que todos os interessados que o queiram fazer – colaboradores/as ou leitores/as – respondam de forma sucinta às perguntas que têm sido publicadas e que seguem abaixo. O depoimento deve ter, como máximo, 3.000 carateres e ser enviado ao setemargens@setemargens.com até 12 de abril próximo. Nessa altura, o 7MARGENS fará uma síntese das respostas recebidas, que publicará até ao início da assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa.
Perguntas:
- Quais são os pontos que considera centrais nas medidas a assumir agora pela Igreja, para ser fiel ao Evangelho e ser testemunho de Jesus Cristo na sociedade? A quem cabe concretizar e liderar a aplicação de tais medidas?
- Considera que faria sentido que os batizados se encontrassem e se escutassem sobre essas tarefas e desafios que se colocam à comunidade eclesial, a nível diocesano e/ou nacional? Como? De que formas?
- Que contributo(s) estaria disposto a dar para que a Igreja, os católicos e as suas comunidades adotem um caminho centrado no Evangelho em ordem a superar a prática de abusos?









