A Sala de Imprensa da Santa Sé desmentiu esta quarta-feira, 22 de julho, os boatos que correm em Roma de que o padre Marko Rupnik, acusado por ex-religiosas de abusos sexuais e de poder, tenha sido absolvido, garantindo que o processo corre os seus termos. Uma fonte independente e conhecedora do caso assegurou, entretanto, ao 7MARGENS que a investigação em Roma está em curso, confirmando assim a informação oficial.
O comunicado surge na sequência de um texto publicado pela advogada Laura Sgrò, que representa cinco das vítimas, manifestando “consternação e mágoa” com as informações que corriam sobre a absolvição, queixando-se de não ter sido contactada, desde que o Papa Francisco decidiu reabrir o processo do padre Rupnik. “[Não houve] qualquer confirmação por parte de órgãos credenciados, mas também nenhum desmentido”, tinha ela lamentado. O desmentido chegou agora.
O “esclarecimento” difundido pela Sala de Imprensa, mas não publicado no “Bollettino” diário daquele serviço, refere, logo a abrir: “Relativamente a algumas informações que surgiram nos órgãos de comunicação social nos últimos dias, reitero que as notícias sobre qualquer deliberação por parte dos juízes que acompanham o caso do Rev.do Marko Ivan Rupnik são absolutamente infundadas: a avaliação do caso ainda está em curso e o coletivo de juízes está a examinar a documentação proveniente das dioceses envolvidas, dos jesuítas, dos interessados e através da imprensa”.
Pretendendo explicar o silêncio do Vaticano a este respeito, a nota salienta que “durante o processo, tal como em qualquer procedimento judicial, nenhuma informação sobre a atividade em curso pode ser partilhada de forma alguma, por respeito ao próprio processo e para evitar ferir todos aqueles que estão envolvidos neste assunto, como aconteceu nos últimos dias”.
“Caso o coletivo de juízes entenda que necessita de informações adicionais, será sua preocupação movimentar-se autonomamente para as obter”, acrescenta o texto.
O esclarecimento salienta ainda que este processo penal canónico tem natureza judicial, estando “isento da prescrição de eventuais crimes e poderá fornecer indicações sobre a culpa ou inocência, em conformidade com o Direito Canónico”.










