
Para permitir que o Papa descanse após um voo noturno de mais de nove horas e 8.278 km, não haverá atividades públicas no primeiro dia. Foto © Vatican Media.
O Vaticano anunciou esta quinta-feira, 6 de julho, o programa detalhado da viagem do Papa à Mongolia, o local mais remoto de todos os que visitou até ao momento. “Esperar juntos” foi o lema escolhido para esta 43ª viagem apostólica que, de 31 de agosto a 4 de setembro, levará Francisco ao encontro dos cerca de 1.300 católicos que residem naquele país.
Para permitir que o Papa descanse após um voo noturno de mais de nove horas e 8.278 km, não haverá atividades públicas no primeiro dia, exceto uma breve recepção oficial no aeroporto em homenagem a Genghis Khan, que fundou o Império Mongol no século XIII.
Nos dias seguintes, Francisco – o primeiro Papa a visitar este país – terá os habituais encontros com autoridades, diplomatas, bispos, padres, missionários, membros de outras religiões e também celebrará uma missa para a pequena comunidade católica no Steppe Arena, um rinque de hóquei no gelo coberto.
De acordo dados do Departamento de Estado dos EUA, citados pela Reuters, cerca de 60% dos mongóis identificam-se como religiosos. Entre eles, 87,1% são budistas, 5,4% muçulmanos, 4,2% xamanistas, 2,2% cristãos e 1,1% seguidores de outras religiões.
Um país estrategicamente significativo
A Mongólia, que faz fronteira com a Rússia e com a China, e fez parte desta última até 1921, tem boas relações com Pequim, pelo que o pequeno país de cerca de 3,3 milhões de habitantes pode ser estrategicamente significativo para o Vaticano, que procura melhorar a situação dos católicos naquela região.
O lema, “Esperar juntos”, foi assim escolhido para enfatizar os dois aspectos da visita do Papa , que é ao mesmo tempo uma visita de Estado e uma visita pastoral.
“A esperança é uma virtude puramente cristã, mas amplamente partilhada em ambientes não cristãos”, explica a Santa Sé. A palavra “juntos” mostra a importância da cooperação bilateral entre a Santa Sé e a Mongólia.
“Esperar juntos” é “um ideal comum e também um elemento” que pode marcar a viagem, ressalta ainda a nota da Sala de Imprensa: “A presença do Santo Padre representa para esta pequena porção do povo de Deus um sinal de grande esperança e incentivo e, por outro lado, a Igreja na Mongólia, com a sua pequenez e marginalidade, pode oferecer um sinal de esperança para a Igreja universal”.










