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Terras Sem Sombra em Odemira: do flamenco ao jazz, um Quartetazzo de mulheres na flauta

| 24/05/2019

Terras Sem Sombra em Odemira: do flamenco ao jazz, um Quartetazzo de mulheres na flauta

by | 24 Mai 19 | Cultura e artes, Música, Últimas

Ensemble Quartetazzo. Fotos Direitos reservados

 

O ensemble Quartetazzo é o grupo convidado deste sábado, 25 de Maio, no festival Terras Sem Sombra, na sua paragem na igreja da aldeia de S. Martinho das Amoreiras (Odemira). A partir das 21h30, o quarteto feminino de flautas travessas dará um concerto de música contemporânea, com peças pouco conhecidas de Espanha, Brasil, Argentina e Estados Unidos, incluindo de jazz.

Duas das flautistas são espanholas (Andaluzia e Madrid), outra é brasileira e a quarta é argentina; estarão acompanhadas de um percussionista andaluz. Com formações diferentes, as flautistas Emilse Barlatay (flauta), Carmen Vela (flauta), Trinidad Jiménez (flauta baixo) e Leticia Malvares (flauta em sol) têm, no entanto, o flamenco em comum – o primeiro encontro deu-se em Sanlúcar de Barrameda, de onde saiu a primeira expedição de Fernão de Magalhães e Sebastião d’Elcano, durante uma iniciativa do flautista flamenco Jorge Pardo, conta a nota de imprensa do TSS.

As origens geográficas das músicas que compõem o quarteto estão presentes na música que fazem, quase todas composta pelas próprias, de que é exemplo a música que se pode ouvir neste registo de Fevereiro de 2018:

 

Numa zona onde se mantêm tradições como o canto ao baldão e a viola campaniça, a música não será, no entanto, o único prato da ementa deste sábado. À tarde, a partir das 15h, os participantes que o desejem podem ficar a conhecer o património arqueológico e a biodiversidade da Serra da Vigia, com as suas fontes e mananciais, na zona onde nascem os rios Mira e Sado.

Sob orientação dos arqueólogos Virgílio Hipólito Correia e Jorge Vilhena, do historiador António Martins Quaresma e do guia Rudolf, os participantes (que deverão estar às 15h na Junta de Freguesia de São Martinho das Amoreiras) poderão ficar a conhecer a necrópole do Pardieiro, monumento funerário da 1.ª Idade do Ferro, há aproximadamente 2500 anos, onde foram encontrados grãos de cevada tostada, destinados a serem conservados e/ou a produzir malte para cerveja antiga. E também poderão apreciar e explorar a serra de Monchique e o cordão montanhoso da Serra da Vigia.

Todas as actividades são de entrada livre, com o concerto sujeito à lotação da igreja. 

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