
541.401 assinaturas, entre as quais 135 mil de Portugal, pedindo regulamentação contra o abuso de crianças na internet. Foto: Direitos reservados
Sobreviventes de abusos sexuais de menores entregaram na passada quarta-feira, dia 6, no Parlamento Europeu uma petição com mais de meio milhão de assinaturas a pedir maior controlo sobre os conteúdos que circulam na Internet. A negociação sobre o novo regulamento das plataformas digitais foi difícil, e o acordo não está ainda definido, avança a SIC Notícias.
António Grosso, da associação Coração Silenciado, que denuncia casos de abusos sexuais na Igreja Católica em Portugal, foi um dos sobreviventes que foi a Bruxelas dar a cara. Aos jornalistas lá presentes, considerou que “entregar uma petição com mais de meio milhão de assinaturas não é frequente”. “É um número suficiente para impactar os deputados europeus, para os abanar e dizer «isto é caso sério, têm de legislar sobre isto e rapidamente».
No testemunho que deixou perante os deputados europeus, António Grosso referiu que foi vítima de abusos sexuais na Igreja e que “a internet traz novos riscos para as crianças e torna-as mais expostas e vulneráveis a abusadores. Por isso, pedimos à União Europeia uma legislação mais forte para prevenir esses riscos”, acrescentando ainda que, na sua opinião, não everia haver período de prescrição para um crime desta natureza. Ao 7MARGENS, adiantou que “a audiência com os eurodeputados correu muito bem e eles manifestaram-se muito receptivos à proposta da petição”.









