
Tolentino Mendonça na cerimónia de doutoramento honoris causa na Universidade de Aveiro, a 15 de dezembro de 2023. Foto © UA
A Câmara Municipal de Lisboa atribuiu esta quarta-feira, 27 de março, a Medalha de Honra da Cidade ao cardeal José Tolentino de Mendonça e a Medalha de Mérito Cultural a Título Póstumo à cantora Sara Tavares e à fadista Maria João Quadros.
A proposta para atribuição da Medalha de Honra da Cidade a Tolentino Mendonça foi apresentada pelo presidente da câmara, Carlos Moedas, e aprovada por unanimidade, com os votos a favor dos 17 membros da câmara. “Com uma imensa capacidade de diálogo através da cultura e das artes, agrega consensos, pelas suas qualidades pessoais e humanas, pelas elevadas responsabilidades que tem assumido é uma personalidade portuguesa de expressão universal, com reconhecidos contributos em prol da paz e do desenvolvimento”, sublinha o texto da proposta, citado pela Renascença.
Também por unanimidade, a câmara aprovou a atribuição da Medalha de Mérito Cultural a Título Póstumo à cantora Sara Tavares, que nasceu em Lisboa e faleceu no passado dia 19 de novembro, aos 45 anos. “Sara Tavares foi uma artista que se pautava pela entrega, simplicidade e humildade, fazendo da música uma autêntica linguagem universal, na qual a diversidade e o entrosamento culturais representavam, em simultâneo, uma tónica dominante e uma das suas mensagens essenciais. Com uma carreira invulgar e uma voz mágica, Sara Tavares morreu cedo demais”, lê-se no documento.
Com um voto em branco e 16 a favor, o executivo decidiu ainda atribuir a Medalha de Mérito Cultural a Título Póstumo à fadista Maria João Quadros, que nasceu em Nampula, Moçambique, em 1950, e faleceu em Lisboa, a 8 de dezembro de 2023, aos 73 anos. “Com atividade artística intensa em casas de fado, clubes e festas de caridade, Maria João Quadros possui vários discos editados, nos quais abundam letras da autoria do poeta e letrista Tiago Torres da Silva”, refere a proposta, indicando que a fadista acabou por “influenciar gerações mais recentes do fado, que muito aprenderam e cresceram com a sua presença, com a sua forma de ser e estar”.









