AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Manifestação pró-vida nos EUA Foto Bill ClarkCQ Roll Call

EUA

Candidatura de Trump divide movimento antiaborto

| 24/09/2024

Manifestação pró-vida nos EUA Foto Bill ClarkCQ Roll Call

Os que se mantêm firmemente pró-vida correm o risco de serem considerados responsáveis pelo fracasso da luta pelo regresso de Trump à Casa Branca. Foto © Bill Clark/CQ Roll Call

As derrotas que os republicanos e apoiantes de Trump têm tido em alguns estados que adotaram medidas radicais antiaborto, por um lado, e as declarações fracas, se não mesmo ambíguas, quer de Trump quer de Vance, o candidato à vice-presidência, originaram significativas divisões entre as várias organizações que dão corpo ao movimento pró-vida nos Estados Unidos da América.

À medida que se aproxima o 5 de novembro, a data das eleições no país, vão emergindo críticas e acusações que contrastam vivamente com a euforia de há dois anos, quando o Supremo Tribunal de Justiça, com ampla maioria de juízes conservadores, anulou uma sentença de 1973, tornando nulo e sem efeito o direito ao aborto. Doravante, a cada Estado é que caberia definir uma posição.

Com a candidatura de Donald Trump, as coisas complicaram-se, porque os que se mantêm firmemente pró-vida correm o risco de serem considerados responsáveis pelo fracasso da luta pelo regresso de Trump à Casa Branca.

Em decisões e consultas feitas em diferentes estados, tem vindo ao de cima que a maioria dos eleitores pode não sufragar quem se opõe ao direito ao aborto por parte das mulheres. Por ouro lado, Kamala Harris inscreveu este assunto no topo da sua agenda política, não se cansando de colocar aí um dos pontos fortes que a separa do seu adversário. Daí que Trump tenha sido ambivalente quando interrogado sobre se vetaria uma decisão do Congresso de proibir o aborto a nível federal. Além disso, manifestou-se crítico do “rigorismo” seguido nesta matéria por alguns estados republicanos, incluindo aquele em que está registado para votar, e admitiu um alargamento do período em que, em algumas condições, seria admissível abortar.

Estes aspetos levaram a que algumas organizações antiaborto se associem, por razões de conveniência política, a esta nova retórica eleitoral, enquanto que outras recusem cálculos políticos e fiquem perturbadas e desorientadas com as cedências, ou tenham mesmo decidido afastar-se de Trump por considerarem estar em causa valores inquestionáveis.

Uma reportagem sobre a matéria do Religion News Service, que ouviu diferentes correntes e sensibilidades, concluiu que vários dirigentes pró-vida estão a aconselhar, apesar de tudo, o voto em Trump, com o argumento de que, a nível federal, ele faria sempre melhor do que Kamala Harris no que se refere à defesa da vida.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Das cantigas de amigo à vinha

[Metáforas vivas]

Das cantigas de amigo à vinha novidade

Este texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This