AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Eurostat
Foto © Halfpoint/stock.adobe.com /Eurostat

Privação e Pobreza

População da UE: 8,5 por cento não podem ter refeições adequadas

| 28/08/2025

 

Comprar uma refeição de carne ou peixe – ou um equivalente vegetariano – dia sim dia não continuava, em 2024, a estar proibido a quase nove em cada cem pessoas da União Europeia (8,5 por cento), por falta de poder aquisitivo.

Ainda assim, esse valor diminuiu um ponto percentual face a 2023. Portugal está colocado numa posição bem abaixo dessa média (2,5 por cento).

Se se considerar essa situação entre a população em risco de pobreza os valores sobem substancialmente: para 19,4 por cento para a EU e 5,1 para Portugal.

Os dados constam de uma informação da agência estatística da União Europeia (Eurostat), publicadas esta quinta-feira, 28 de agosto.

Considerando cada um dos países, a maior proporção de pessoas em risco de pobreza, incapazes de pagar uma refeição adequada, foi registada na Eslováquia (39,8 por cento), seguida pela Bulgária (37,7) e Hungria (37,3). Por outro lado, as menores proporções foram registadas em Chipre (3,5 por cento), Irlanda e Portugal (ambos com 5,1 por cento).

Segundo o Eurostat, o indicador “capacidade de pagar uma refeição com carne, peixe ou equivalente vegetariano a cada dois dias” está entre os itens observados no nível domiciliar para calcular a taxa de privação material e social severa. Este é um dos componentes do indicador de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social.

Em comentário aos dados sobre Portugal, divulgados esta quinta-feira, o padre Jardim Moreira, vice-presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, recordou na Antena 1, que 12 por cento dos trabalhadores portugueses são pobres e não recebem o suficiente. “Isto quer dizer que temos uma política assente em salários baixos e pessoas não qualificadas para desenvolver a economia”. “Se nós criticamos políticas de crianças e de mão de obra barata no Oriente, aqui também a temos. Haver trabalhadores a laborar sem o suficiente para comer é uma exploração”, disse.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

“Depressa passas de bestial a besta”

[Lugar (in)comum]

“Depressa passas de bestial a besta” novidade

“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]

A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber

[Entre Margens]

A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber novidade

Com efeito, o sentido do mistério absoluto que a vida é começa com a consciência da consciência. A própria filosofia, de resto, começa com a consciência da consciência. É que, com a consciência da consciência, o homem desperta, assombrado, para a realidade misteriosa e radical da sua própria existência, e da Existência enquanto tal, como um todo. [Texto de Rúben Azevedo].

“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência

Esta terça-feira, 7 outubro

“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência novidade

A Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This