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É possível a sinodalidade quando se perdeu a confiança? E a sinodalidade é um erro?

Assembleia começa no Vaticano

É possível a sinodalidade quando se perdeu a confiança? E a sinodalidade é um erro?

Perante uma centena e meia de outros jovens, Sara Paci, francesa de 20 anos, tem uma pergunta simples: “É possível a sinodalidade quando se perdeu a confiança?” Quatro dias depois, a pouca distância daquele local, outra centena e meia de pessoas, na maioria mais velhas, reúne-se para uma sessão em que o Sínodo que nesta quarta-feira, 4, se inicia em Roma e o Papa Francisco são o alvo das críticas.

Há uma resistência institucional ao combate aos abusos da Igreja

Comissão do Vaticano reconhece

Há uma resistência institucional ao combate aos abusos da Igreja

Num documento particularmente vigoroso, em que convoca para a ação urgente, a Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores (CPPM) denuncia a continuação dos casos de abuso, o encobrimento e a má-gestão por parte dos responsáveis da Igreja Católica e solicita aos novos cardeais e aos membros do Sínodo sobre a Sinodalidade que incluam esta matéria nos trabalhos prestes a iniciar-se.

Abusos: a Igreja Católica parou no meio do caminho

Análise

Abusos: a Igreja Católica parou no meio do caminho

O caso Rupnik levanta problemáticas que, de um modo geral, a Igreja tem escamoteado e que se relacionam com o abuso de pessoas adultas, especialmente mulheres e, em particular religiosas. Por um lado, o atual quadro normativo eclesiástico fala sempre, a propósito de vítimas de abusos, de “crianças e outras pessoas vulneráveis”. Mas tudo depende do conceito de pessoas vulneráveis com que se opera.

Comunidade Loyola: um sistema montado para vigiar, punir e abusar

Os estragos do padre Rupnik (2)

Comunidade Loyola: um sistema montado para vigiar, punir e abusar

A existência canónica da Comunidade Loyola é reconhecida em 1994, mas nessa altura havia já um percurso de cerca de dez anos atribulados em que se combinam a busca do carisma, a adesão de mulheres, umas mais entusiasmadas do que outras, e uma prática de abusos espirituais e sexuais por parte daquele que fez as vezes da superiora – o padre jesuíta esloveno Marko Ivan Rupnik.

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