
Cartaz 50 anos do 25 de Abril, com desenho de Catarina Castel-Branco e frase de Mendo Castro Henriques, para exposição na Galeria Diferença, a partir de 23 Abril 2024, nos 50 anos do 25 Abril 1974. Imagem cedida pelos autores.
Chegou ao golpe de Estado sem caneta nem gravador. Passou de cidadão a entrevistado e depois vestiu a pele de repórter num microfone coletivo que relatou para a Renascença uma revolução conduzida por um colega do liceu. Numa longa entrevista, Adelino Gomes percorre a sua própria reportagem no dia 25 de Abril, entre os dilemas de Salgueiro Maia, as peripécias partilhadas por militares, populares e jornalistas e a sua própria relação com a rádio e a Renascença.
Não é indiferente para Adelino Gomes que esta memória seja desfiada com o vagar possível na Renascença, rádio onde trabalhou antes do 25 de Abril de 1974.
Do Terreiro do Paço ao Largo do Carmo, a conversa passa por várias moradas, recuperando emoções, surpresas e medos. Também incompreensões e inquietações e até perguntas por fazer por quem, aos 79 anos, ainda procura originais perdidos nas gavetas da sua carreira.
O objetivo era falar da reportagem mais marcante da vida de um dos mais conceituados jornalistas portugueses.
Tudo o que foi eliminado no registo sonoro integral que pode aqui escutar foi um inesperado toque de um telemóvel que não quis estar em silêncio perante o relato do dia mais feliz da vida do seu portador.
Uma entrevista de José Pedro Frazão na Rádio Renascença, onde pode ser lida e ouvida na íntegra










