
O mosteiro de Santo Hilário, em Gaza, é um dos mais antigos do Médio Oriente. Foto: Direitos reservados, via Religión Digital
Um antigo mosteiro cristão em Gaza foi reconhecido como Património Mundial em Perigo numa sessão da UNESCO em Nova Deli, que teve lugar no início deste mês, noticia o Arab News, citado pelo Religión Digital. O mosteiro, fundado por volta de 340 d.C. por Santo Hilário, faz parte de Tell Umm Amer, um sítio arqueológico situado no campo de refugiados de Nuseirat, na província de Deir Al-Balah, em Gaza.
O complexo, um dos mais antigos mosteiros do Médio Oriente, é composto por duas igrejas, um cemitério, uma sala de batismos, um cemitério público, uma sala de audiências e refeitórios.
O embaixador Mounir Anastas, delegado permanente da Palestina junto da agência cultural da ONU, congratulou-se com a decisão que considera ser uma esperança para o povo de Gaza vítima dos contínuos ataques israelitas que desde outubro mataram pelo menos 40 mil pessoas e destruíram a maior parte das infraestruturas do enclave palestiniano.
“É uma mensagem de esperança para o nosso povo em Gaza, que está a fugir dos bombardeamentos, que não tem abrigo, nem água, nem comida. No entanto, procura proteger o seu património, porque este património faz parte da memória e da história do nosso povo”, afirmou Anastas ao Arab News, à margem da sessão da UNESCO.
A recomendação foi apresentada pela Bélgica e patrocinada por 18 outros membros do atual Comité do Património Mundial, que utilizaram o procedimento de urgência previsto na Convenção do Património Mundial e concordaram em inscrever o complexo do mosteiro de Santo Hilário na lista do Património Mundial e na lista do Património Mundial em Perigo.
Nos termos da convenção, os seus 195 Estados Partes – incluindo Israel – estão proibidos de danificar direta ou indiretamente o sítio e comprometem-se a cooperar na sua proteção.
Pelo menos 207 sítios arqueológicos e edifícios de importância cultural e histórica, de um total de 320, foram reduzidos a escombros ou gravemente danificados pela ofensiva militar de Israel e pelo bombardeamento indiscriminado da Faixa de Gaza nos últimos dez meses.









