António Marto: comunhão sacramental estava “banalizada”

António Marto, bispo de Leiria-Fátima. 15 Maio 2017. Foto António Marujo
O bispo de Leiria-Fátima considera que suspensão das missas com a presença de fiéis permitiu à Igreja redescobrir a “dimensão espiritual profunda” do sacramento da comunhão. Numa entrevista conjunta à Rádio Renascença e Agência Ecclesia, o cardeal António Marto assumiu que esta é uma das lições que a Igreja deve aprender com a pandemia.
“A certa altura, em várias comunidades, banalizou-se a comunhão sacramental e perdeu-se aquela dimensão espiritual profunda que agora se redescobriu, na melhor tradição da Igreja”, explicou o cardeal. “O Papa fazia-a, todos os dias, no final de cada Eucaristia, e isso deve-nos acompanhar novamente, e simultaneamente com a comunhão sacramental. É uma das lições a interiorizar e a permanecer para o futuro da Igreja”, sublinhou.
António Marto falou também sobre a relação que a Igreja e o Governo mantiveram ao longo dos últimos meses e assegurou que “não houve tensões no diálogo” relativamente à suspensão das eucaristias com a presença de fiéis. “Ninguém proibiu as celebrações comunitárias. (…) A decisão foi da Igreja que se antecipou, e bem, até para dar o exemplo. Porque a Igreja, quer se queira quer não, é uma instituição de referência fundamental na sociedade”, defendeu o bispo de Leiria-Fátima.
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