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Artigos de Ana Sofia Brito
Tudo começa com uma metáfora

Tudo começa com uma metáfora

Li num livro de Milan Kundera que “as metáforas podem ser muito perigosas” e que “o amor começa sempre com uma metáfora”. Estas frases soam-me em eco desde então, não fosse o meu vocabulário um território manco onde a muleta de todas as horas são precisamente as metáforas.

Tudo começa com uma metáfora

Alma mutilada

Samuel caminhava dançante num jogo de toca e foge com a suave rebentação da extensa e espelhada beira-mar de Keri Beach. Entusiasmado com a chegada à nova cidade, discursava e gesticulava comparações entre as imensas praias por onde passara. O fiel Odara escutava-o ao longe, absorto no encantamento da devoradora paisagem. Caminhava a passos curtos e lentos, sentindo atentamente a incomum textura da areia que se lhe entranhava nos dedos dos pés a cada novo pisar

Tudo começa com uma metáfora

Carta de uma mãe ao mundo

Diz-se muito que os filhos servem para ensinar aos pais o amor incondicional. Acredito em parte. Realmente, os filhos vêm para que consigamos perceber a quantidade de amor que somos capazes de suportar cá dentro. O problema é que crescemos pouco treinados para lidar com essa expansão; e são poucos, aqueles que se entregam à real contemplação da natureza do amadurecimento do ser.

Tudo começa com uma metáfora

Saberei ser quem sou?

Que me fosse concedido o desejo de aquietar a consciência, aquele dom invejável dos sábios discretos;
às tantas, vivo cansada de uma mente desobediente a perturbar cada instante que a vida me dispõe.

Tudo começa com uma metáfora

A minha casa é a pele que visto

Os que amamos poderiam sempre demorar-se um pouco mais em nossos dias porque a saudade nunca estará preparada, deixaria de sê-lo; e jamais gavetas estarão vazias o suficiente para destinar amor ao esquecimento.

Tudo começa com uma metáfora

Arte de rua: amor e brilho no olhar

Ouvi, pela vida fora, incontáveis vezes a velha história da coragem, a mítica frase “eu não era capaz”; é claro que não, sempre que o preconceito se sobrepõe ao amor, não é possível ser-se capaz. Coragem?? Coragem eu precisaria para passar pela vida sem realizar os meus desejos, nesse louco trapézio entre doses paralelas de coragem e cobardia.

Tudo começa com uma metáfora

Tudo começa com uma metáfora

Li num livro de Milan Kundera que “as metáforas podem ser muito perigosas” e que “o amor começa sempre com uma metáfora”. Estas frases soam-me em eco desde então, não fosse o meu vocabulário um território manco onde a muleta de todas as horas são precisamente as metáforas.

Tudo começa com uma metáfora

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Samuel caminhava dançante num jogo de toca e foge com a suave rebentação da extensa e espelhada beira-mar de Keri Beach. Entusiasmado com a chegada à nova cidade, discursava e gesticulava comparações entre as imensas praias por onde passara. O fiel Odara escutava-o ao longe, absorto no encantamento da devoradora paisagem. Caminhava a passos curtos e lentos, sentindo atentamente a incomum textura da areia que se lhe entranhava nos dedos dos pés a cada novo pisar

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Diz-se muito que os filhos servem para ensinar aos pais o amor incondicional. Acredito em parte. Realmente, os filhos vêm para que consigamos perceber a quantidade de amor que somos capazes de suportar cá dentro. O problema é que crescemos pouco treinados para lidar com essa expansão; e são poucos, aqueles que se entregam à real contemplação da natureza do amadurecimento do ser.

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às tantas, vivo cansada de uma mente desobediente a perturbar cada instante que a vida me dispõe.

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