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Artigos de Jorge Paulo
Eutanásia e vida autenticamente humana

Eutanásia e vida autenticamente humana

Acredito que mesmo quem assuma a vida como uma dádiva gratuita com um sentido inerente não terá necessariamente de recusar liminarmente a eutanásia. Na visão cristã tradicional, a eutanásia – tal como o suicídio – seria um ato de ingratidão face a um dom divino que urge manter e valorizar até ao último momento. A morte procurada direta ou indiretamente constituiria, portanto, uma recusa da vida que Deus pôs à disposição de cada ser humano.

Eutanásia e vida autenticamente humana

Debate: Deficiência, dignidade e realização humana

Quando ambos falamos de realização humana, talvez estejamos a referir-nos a coisas diferentes. Decerto que uma pessoa com deficiência pode ser feliz, se for amada e tiver ao seu alcance um ambiente propício à atribuição de sentido para a sua existência. No entanto, isso não exclui o facto da deficiência ser uma inegável limitação a algumas capacidades que se espera que todos os seres humanos tenham (e aqui não falo de deficiência no sentido da nossa imperfeição geral).

Eutanásia e vida autenticamente humana

Eutanásia numa sociedade pluralista

A eutanásia nada mais é do que o cumprimento da vontade soberana do indivíduo de querer pôr termo a uma vida que, pelas mais variadas razões, considera destituída de sentido. A legalização da eutanásia revela tão-só o respeito do Estado pela autonomia individual e a garantia de que o indivíduo terá todo o apoio necessário para que a sua vontade soberana se possa cumprir.

Eutanásia e vida autenticamente humana

Lei natural ou liberdade responsável?

A aceitação da legitimidade moral das relações homoafetivas não é nenhum protesto contra as relações heterossexuais ou contra o casamento tradicional. Quem tal afirma está simplesmente a desviar a atenção do ponto essencial: a urgência da aceitação da homossexualidade como uma das formas com que a sexualidade humana se manifesta, sem exclusões nem restrições indevidas.

Eutanásia e vida autenticamente humana

Terá a comunidade LGBT lugar na Igreja Católica?

A recente leitura do estimulante livro de James Martin, Construindo uma Ponte, aumentou em mim a convicção de que há muito caminho a fazer no contexto da Igreja Católica quanto aos direitos das pessoas LGBT, tal como também em relação aos direitos das mulheres.

Eutanásia e vida autenticamente humana

Eutanásia e vida autenticamente humana

Acredito que mesmo quem assuma a vida como uma dádiva gratuita com um sentido inerente não terá necessariamente de recusar liminarmente a eutanásia. Na visão cristã tradicional, a eutanásia – tal como o suicídio – seria um ato de ingratidão face a um dom divino que urge manter e valorizar até ao último momento. A morte procurada direta ou indiretamente constituiria, portanto, uma recusa da vida que Deus pôs à disposição de cada ser humano.

Eutanásia e vida autenticamente humana

Debate: Deficiência, dignidade e realização humana

Quando ambos falamos de realização humana, talvez estejamos a referir-nos a coisas diferentes. Decerto que uma pessoa com deficiência pode ser feliz, se for amada e tiver ao seu alcance um ambiente propício à atribuição de sentido para a sua existência. No entanto, isso não exclui o facto da deficiência ser uma inegável limitação a algumas capacidades que se espera que todos os seres humanos tenham (e aqui não falo de deficiência no sentido da nossa imperfeição geral).

Eutanásia e vida autenticamente humana

Eutanásia numa sociedade pluralista

A eutanásia nada mais é do que o cumprimento da vontade soberana do indivíduo de querer pôr termo a uma vida que, pelas mais variadas razões, considera destituída de sentido. A legalização da eutanásia revela tão-só o respeito do Estado pela autonomia individual e a garantia de que o indivíduo terá todo o apoio necessário para que a sua vontade soberana se possa cumprir.

Eutanásia e vida autenticamente humana

Lei natural ou liberdade responsável?

A aceitação da legitimidade moral das relações homoafetivas não é nenhum protesto contra as relações heterossexuais ou contra o casamento tradicional. Quem tal afirma está simplesmente a desviar a atenção do ponto essencial: a urgência da aceitação da homossexualidade como uma das formas com que a sexualidade humana se manifesta, sem exclusões nem restrições indevidas.

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A distância e a escrita

[Entre Margens]

A distância e a escrita

Vi há algum tempo a peça de Tiago Rodrigues, La Distance, e pensei sobre as cartas que troco com a minha mãe. Na peça, uma filha parte para outro planeta, num futuro apocalíptico em que a vida na terra se tornou insustentável. O público vive a dor dilacerante do pai que fica, que troca mensagens de voz com a filha, e a quem às tantas ela diz que estão mais próximos, agora. [Texto de Joana Rigato].

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