
Uma testemunha disse que membros proeminentes da aldeia convocaram no mês passado as seis famílias cristãs ali residentes e lhes disseram para pararem de praticar a sua religião. Foto © Luck Ohnen
Uma habitação que servia como local de culto improvisado para várias famílias cristãs evangélicas foi destruída na aldeia de Kaleum Vangke, no sul do Laos. A notícia, avançada pela Radio Free Asia (RFA) refere que “as autoridades, incluindo o chefe da aldeia, os guardas de segurança da aldeia e os membros mais velhos”, budistas, intervieram no ato.
O ataque aconteceu no passado fim de semana e, durante o mesmo, “foram queimados exemplares da Bíblia e outros documentos, e o local foi vandalizado”. Mas já teriam existido ameaças anteriores por parte dos decisores locais a esta comunidade religiosa, de acordo com uma testemunha citada pela RFA.
Uma outra testemunha disse que membros proeminentes da aldeia convocaram no mês passado as seis famílias cristãs ali residentes e lhes disseram para pararem de praticar a sua religião, ou mais especificamente, para pararem de realizar cultos dominicais. Se eles se recusassem a obedecer, as autoridades demoliriam o seu edifício, avisaram.
Esta terá sido “a mais recente de uma série de agressões semelhantes e de ações judiciais contra cristãos no Estado comunista de partido único, com uma população maioritariamente budista, apesar de uma lei nacional que protege o livre exercício da sua fé”.
“A nível distrital e provincial, o nosso partido e o governo permitem-nos acreditar ou não acreditar em qualquer religião. Mas a nível da aldeia, é o oposto”, referiu um membro da comunidade cristã evangélica do Laos à RFA.
O Governo do Laos reconhece apenas quatro religiões: o budismo (maioritária), o cristianismo, o islamismo e os Baha’i. A igreja doméstica em Kaleum Vangke é afiliada à Igreja Evangélica do Laos, a única denominação cristã reconhecida pelo Governo – mas ainda assim foi atacada.









