
Via Sacra em Jerusalém, 23 de fevereiro de 2024. Foto PGPO CTS
“A situação desastrosa que se vive em Gaza merece especial atenção e solidariedade” e por isso os bispos portugueses decidiram promover uma campanha de angariação de fundos em favor das comunidades cristãs da Terra Santa, duramente atingidas pela guerra como a restante população da Palestina.
Na última assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o episcopado quis “afirmar a necessidade da libertação de todos os reféns e o respeito pelas populações que estão a ser tratadas em transgressão de todos os princípios e acordos internacionais”, como disse na ocasião o presidente da CEP e bispo de Leiria-Fátima, José Ornelas. Estão em causa, dizia o responsável, os “valores da mais elementar humanidade, causando dezenas de milhares de mortos e um número muito maior de feridos, sendo 70% destas vítimas mulheres e crianças”. E perguntava: “Pode-se ser um ser humano e esquecer esta brutalidade?”
Cada diocese decide por si a forma concreta de organizar a campanha, mas cada pessoa pode, individualmente, remeter o seu donativo, até ao final do ano de 2024, para a conta bancária PT50 0018 0003 1381 1229 0204 9, indicando a referência CEP Terra Santa (o comprovativo de transferência bancária deverá ser remetido por e-mail para cep.sgeral@ecclesia.pt).
Setúbal, por exemplo, já enviou ao Patriarcado Latino de Jerusalém, no final de Outubro, um total de 30 mil euros; a diocese de Angra destina os peditórios de dia 1 de Janeiro ao mesmo fim; em Beja cada paróquia decidirá a data; em Lisboa, o ofertório das missas do Patriarcado do próximo dia 5 de Janeiro, dia litúrgico da Epifania, será destinado também a esse objectivo, devendo ser entregue aos serviços administrativos diocesanos no prazo de um mês, conforme estabeleceu o patriarca Rui Valério numa nota publicada no passado dia 4.
A propósito da iniciativa, o bispo de Lisboa escreveu ao clero da sua diocese dizendo que os cristãos “são convidados à generosidade no compromisso com os irmãos da terra onde Jesus, nasceu, viveu, morreu e ressuscitou”.
(Notícia actualizada às 9h30 de dia 9, no valor enviado pela diocese de Setúbal.)









