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Muito a fazer em era de pós-verdade

[Crónica da Europa]

Muito a fazer em era de pós-verdade

Vivemos numa era de pós-verdade. Isso não significa que os políticos europeus mintam mais do que no passado. A mentira sempre existiu na política, do absolutismo à propaganda moderna. O que mudou é mais profundo: a própria verdade passou a ser sentida como opressiva por vastos setores da população. [Texto de Mendo Castro Henriques].

‘x’ de xá – xá da Pérsia, um fantasma,

[Dicionário particular II]

‘x’ de xá – xá da Pérsia, um fantasma,

Há países que vivem com fantasmas, o Irão (Pérsia) é um deles. Antes de 1979, o Xá Mohammad Reza Pahlavi governava como quem tenta empurrar à força um país inteiro para o futuro. Modernização, escolas, estradas, mulheres a estudar, a trabalhar, a votar mas, ao mesmo tempo, prisões cheias, silêncios impostos e uma polícia secreta. [Texto de Júlia Costa].

Nada é verdade, tudo é possível?

[Crónica da Europa]

Nada é verdade, tudo é possível?

Terá sido Friedrich Nietzsche quem escreveu que, uma vez resolvido o problema da sobrevivência, a humanidade confronta-se com o problema da supervivência, ou seja: que sentido tem isto tudo? A pergunta agarra-nos pois vivemos entre o excesso e a fadiga — excesso de estímulos, fadiga de sentido. [Texto de Mendo Castro Henriques].

A tragicomédia vem de dentro

[Crónica da Europa]

A tragicomédia vem de dentro

Os próximos dias serão decisivos não apenas para a Gronelândia e para a Dinamarca, mas para a União Europeia, a NATO e para a Ucrânia. A Europa está ameaçada por  uma guerra em duas frentes. A razão é conhecida: Trump fala abertamente da anexação da Gronelândia, justificando-a como uma necessidade de segurança para os Estados Unidos e para a própria Aliança Atlântica. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Um convite à alegria

Nas margens da filosofia (LXXIX)

Um convite à alegria

Há dez anos para cá que a Capela do Rato tem organizado cursos subordinados aos temas da filosofia, da literatura e da espiritualidade. A adesão tem sido crescente e as muitas dezenas dos primeiros inscritos têm-se transformado em centenas de pessoas que acompanham as sessões, quer presencialmente quer sobretudo “on line”.

‘v’ de vazio – o vazio de continuar a acreditar

[Dicionário particular II]

‘v’ de vazio – o vazio de continuar a acreditar

Há dias em que acordo com a sensação de que o mundo inteiro está a desabar silenciosamente, e que sou a única a ouvir. Não estou a ser dramática, estou a constatar. O mundo atingiu o maior número de guerras em mais de 70 anos. Conflitos complexos: disputas políticas, étnicas, religiosas e territoriais que originam crises humanitárias e instabilidade em várias regiões do planeta. [Texto de Júlia Costa].

Ali a culpa nunca foi solteira: os “nins” que nos habitam

[Moçambique, Margem Sul]

Ali a culpa nunca foi solteira: os “nins” que nos habitam

Assisti, à estreia, em Maputo, do filme intitulado “O Ancoradouro do tempo”. A realização é de Sol de Carvalho, num roteiro co-elaborado com Mia Couto, este último, autor do romance A Varanda do Frangipani, livro adaptado para a referida longa-metragem de 105 min. Trata-se de um filme com muitas camadas simbólicas, umas óbvias e outras por descortinar (porque mágicas ou simbólicas), o que faz dele um bom filme. [Texto de Sara Laísse].

‘u’ de última – Última Hora

[Dicionário particular II]

‘u’ de última – Última Hora

Hoje em dia, o “abrir” de notícias é como abrir janelas para arejar a casa, sabendo que o ar que entra já vem gasto. Os acontecimentos chegam-nos em rajadas: são as guerras, são os escândalos, as tragédias, tudo parece urgente, mas nada permanece. Vivemos rodeados de “últimas horas”, que envelhecem em poucos minutos. [Texto de Júlia Costa].

Muito a fazer em era de pós-verdade

[Crónica da Europa]

Muito a fazer em era de pós-verdade

Vivemos numa era de pós-verdade. Isso não significa que os políticos europeus mintam mais do que no passado. A mentira sempre existiu na política, do absolutismo à propaganda moderna. O que mudou é mais profundo: a própria verdade passou a ser sentida como opressiva por vastos setores da população. [Texto de Mendo Castro Henriques].

‘x’ de xá – xá da Pérsia, um fantasma,

[Dicionário particular II]

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Há países que vivem com fantasmas, o Irão (Pérsia) é um deles. Antes de 1979, o Xá Mohammad Reza Pahlavi governava como quem tenta empurrar à força um país inteiro para o futuro. Modernização, escolas, estradas, mulheres a estudar, a trabalhar, a votar mas, ao mesmo tempo, prisões cheias, silêncios impostos e uma polícia secreta. [Texto de Júlia Costa].

Nada é verdade, tudo é possível?

[Crónica da Europa]

Nada é verdade, tudo é possível?

Terá sido Friedrich Nietzsche quem escreveu que, uma vez resolvido o problema da sobrevivência, a humanidade confronta-se com o problema da supervivência, ou seja: que sentido tem isto tudo? A pergunta agarra-nos pois vivemos entre o excesso e a fadiga — excesso de estímulos, fadiga de sentido. [Texto de Mendo Castro Henriques].

A tragicomédia vem de dentro

[Crónica da Europa]

A tragicomédia vem de dentro

Os próximos dias serão decisivos não apenas para a Gronelândia e para a Dinamarca, mas para a União Europeia, a NATO e para a Ucrânia. A Europa está ameaçada por  uma guerra em duas frentes. A razão é conhecida: Trump fala abertamente da anexação da Gronelândia, justificando-a como uma necessidade de segurança para os Estados Unidos e para a própria Aliança Atlântica. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Um convite à alegria

Nas margens da filosofia (LXXIX)

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Há dez anos para cá que a Capela do Rato tem organizado cursos subordinados aos temas da filosofia, da literatura e da espiritualidade. A adesão tem sido crescente e as muitas dezenas dos primeiros inscritos têm-se transformado em centenas de pessoas que acompanham as sessões, quer presencialmente quer sobretudo “on line”.

‘v’ de vazio – o vazio de continuar a acreditar

[Dicionário particular II]

‘v’ de vazio – o vazio de continuar a acreditar

Há dias em que acordo com a sensação de que o mundo inteiro está a desabar silenciosamente, e que sou a única a ouvir. Não estou a ser dramática, estou a constatar. O mundo atingiu o maior número de guerras em mais de 70 anos. Conflitos complexos: disputas políticas, étnicas, religiosas e territoriais que originam crises humanitárias e instabilidade em várias regiões do planeta. [Texto de Júlia Costa].

Ali a culpa nunca foi solteira: os “nins” que nos habitam

[Moçambique, Margem Sul]

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Assisti, à estreia, em Maputo, do filme intitulado “O Ancoradouro do tempo”. A realização é de Sol de Carvalho, num roteiro co-elaborado com Mia Couto, este último, autor do romance A Varanda do Frangipani, livro adaptado para a referida longa-metragem de 105 min. Trata-se de um filme com muitas camadas simbólicas, umas óbvias e outras por descortinar (porque mágicas ou simbólicas), o que faz dele um bom filme. [Texto de Sara Laísse].

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Últimas Notícias

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Perseu declara-se vítima

Testemunho

Perseu declara-se vítima

Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia

Padre da Obra da Rua morreu

Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia

O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

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