
Num vídeo publicado nas redes sociais pela marca a que pertence, a Jumbo-Visma, Wout van Aert comentou: “Após ter conversado com a equipa, decidimos que o meu lugar agora é em casa”. Foto © Kristof Ramon.
Wout van Aert, um ciclista de topo no plano mundial, decidiu abandonar o Tour de França, a fim de poder estar presente no nascimento do seu segundo filho. A possibilidade tinha sido deixada em aberto desde o início da competição pelo corredor belga, ainda que este tivesse esperança de chegar a Paris, antes do momento do parto.
Num vídeo publicado nas redes sociais pela marca a que pertence, a Jumbo-Visma, o corredor comentou: “Após ter conversado com a equipa, decidimos que o meu lugar agora é em casa”.
Wout van Aert abandona a competição quando faltam quatro etapas para o final do Tour, depois de ter desempenhado um papel relevante na cobertura e consolidação da posição do companheiro de equipa Jonas Vingegaard como líder da prova, e depois de ter terminado sete etapas nos dez primeiros lugares.
Na edição de 2022 do Tour, porém, o seu palmarés incluiu três vitórias de etapa, quatro dias com a camisola amarela e a vitória da prova em pontos (camisola verde).
Antes do ciclismo em estrada, van Aert destacou-se no ciclocross, tendo ganho o campeonato mundial por três vezes, além de outros prémios.
Em declarações que fez, o ciclista manifestou dificuldade de lidar com a conjugação do binómio amizade e competição, quer do ponto de vista de ser ou se tornar amigo de um adversário quer de ter de competir com um amigo. Por isso, numa prova recente, no seu país, em que, com um seu companheiro de equipa e amigo, controlaram um grupo de perseguidores ao longo de 50 km, van Aert facultou a vitória ao amigo, comentando, depois, que já tinha ganho uma vez essa prova e o amigo tinha tido um papel equivalente ao dele próprio. Perante críticas de outros ciclistas, ele explicou:
“Para mim, parece que vencemos esta corrida juntos e fiquei surpreendido por se falar tanto sobre isso. Eu e Christophe [Laporte] somos bons amigos. Por isso, não seria bom competir contra ele. Acho que para o Christophe esta vitória significou muito mais do que para mim e foi incrível dominar a prova com um companheiro de equipa e rodar na frente ao longo de 50 quilómetros. Não me arrependo e esse sempre será um dia especial para mim”.









