
Desmatamento 900km a sudeste de Manaus, Amazónia. Foto Gerard Moss/Projecto Brasil das Águas-2006.
“Pedindo a Deus para reduzir as emissões de carbono” é o título com que o jornal digital Christianity Today noticia a 12 de abril a campanha de oração mundial lançada por Lowell Bliss, um antigo missionário batista muito conhecido pelo seu envolvimento na defesa do planeta.
A campanha propõe um dia por mês, até ao início da Cimeira do Clima (novembro de 2021), para em todo o mundo e em qualquer ambiente religioso se rezar pelo ambiente.
Lowell Bliss e outros importantes líderes evangélicos que aderiram à campanha, com destaque para a Rede Cuidar da Natureza, da Aliança Evangélica Mundial, sentem que é preciso organizar “um tipo de oração à medida da enorme urgência das alterações climáticas” para “apelar a Deus para que intervenha nesta hora de grande ameaça e profunda injustiça.”
Desafiando todos os crentes de todas as religiões a rezarem numa terça-feira de cada mês (a próxima será a 27 de abril), os promotores centram as sessões de oração na expetativa de que Deus “permita que as nações consigam cortar as emissões de carbono para metade daqui até 2030 e cheguem à meta das zero emissões em 2050”. Mais notícias sobre a iniciativa podem também ser acompanhadas no sítio Intercessores pelo Clima de que Bliss é um dos animadores.
Em 2014, nos Estados Unidos, onde Bliss vive, 28% dos cidadãos evangélicos brancos conferiam grande importância às consequências do aquecimento global que viam como tendo origem na atividade humana, revelava uma sondagem conduzida pelo Pew Reasearch Center.
O estudo mostrava que, no mesmo universo dos evangélicos brancos, 37% afirmava não existir qualquer evidência de estarem em curso alterações climáticas significativas, enquanto um terço reconhecia existirem problemas ambientais graves, mas que não eram resultado da atividade humana.
Biden convoca cimeira para 22 e 23 de abril
O site Intercessores pelo Clima está também atento ao que irá acontecer nos dias 22 e 23 de Abril quando tiver lugar a cimeira on-line convocada pelo Presidente Biden para relançar o debate sobre as alterações climáticas e preparar a Cimeira do Clima que se realiza em Glasgow (a COP26), na primeira semana de novembro deste ano.
Ao convidar para esta reunião os líderes de 40 países (Portugal não foi convidado), Biden comprometeu-se a apresentar “um objetivo ambicioso para o controlo das emissões [de carbono] no horizonte de 2030, como contributo [dos EUA] no âmbito do Acordo de Paris” e assim “desafiar os restantes líderes” a divulgarem “como os seus países estão também dispostos a contribuir para uma maior ambição” em termos de controlo das alterações climáticas.
Esta é a iniciativa mais importante no plano internacional que o Presidente Biden toma após ter decidido que os Estados Unidos regressavam ao Acordo de Paris. A cimeira on-line por ele convocada será acessível ao público e envolve não apenas o anterior conjunto de 17 países do Fórum das Maiores Economias sobre Energia e Clima que representava 80 % das emissões de carbono e igual percentagem do PIB mundial, mas também outros países com “forte liderança ambiental” ou “especialmente vulneráveis ao impacte das alterações climáticas”.









