
Trabalho infantil Foto © UNICEF
Uma reflexão acerca dos contextos sociais, a evolução digital e as suas implicações no desenvolvimento e segurança das crianças é o mote para uma conferência organizada pela CNASTI (Confederação Nacional de Ação sobre o Trabalho Infantil) que se realiza esta quarta-feira, 19, em Lisboa.
Fátima Pinto, presidente da CNASTI, explica ao 7MARGENS que, atualmente, “em Portugal já não se pode falar de trabalho infantil, tal como acontecia nas décadas de 80 e 90 do século XX”. Há, sim, diversas situações de exploração de crianças, afirma. “Temos crianças na mendicidade, no tráfico, crianças que se prostituem, que sofrem abusos… No fundo, situações muito mais difíceis de combater do que o trabalho infantil tradicional, a que toda a gente assistia e estava atenta”, refere.
Sobre a conferência desta quarta-feira, que decorre na delegação portuguesa da Organização Internacional do Trabalho, a presidente da CNASTI sublinha a importância de “encontrar respostas para as crianças de todo o mundo, salvaguardando a sua segurança num contexto de novas situações de exploração infantil propiciadas pelas redes sociais, Internet e inteligência artificial”. Desta forma, “vamo-nos juntar no sentido de retomarmos esta dinâmica de proteção das crianças em conjunto”, conclui.
Este encontro decorrerá ao longo da manhã, tendo início às 09h30, com a sessão de abertura, a que se segue uma apresentação sobre a história da CNASTI na perspetiva duma intervenção em contexto digital e uma mesa-redonda em que estarão presentes várias organizações parceiras da CNASTI, como sejam a Autoridade para as Condições do Trabalho ou a Polícia Judiciária, entre outras.









