
Cartaz com a frase “Stop War!!!” (em português, “Parem a guerra!!!”), numa manifestação pela paz em fevereiro de 2022, na Piazza Donatori del Sangue em Veneza, Itália. Foto © Creative Commons
Um apelo à paz, imediato e permanente, em Gaza e na Ucrânia. É este o propósito de duas mensagens divulgadas nesta terça-feira, 11 de junho, pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Este órgão – que representa 352 igrejas protestantes, ortodoxas, anglicanas e evangélicas em todo o mundo – alerta para o elevado nível de destruição e a brutal perda de vidas humanas resultantes destes conflitos armados.
“Incentivamos todas as partes envolvidas para que se comprometam imediatamente com um cessar-fogo permanente em Gaza, para que garantam o acesso humanitário sem obstáculos a partir de todas as fronteiras e a entrega de quantidades suficientes de ajuda a todos os que dela necessitam. Pedimos ainda que se envolvam em processos políticos significativos que permitam aos povos da região viver em paz e dignidade”, refere uma declaração do comité executivo do CMI.
O documento nota também que o número de mortos ultrapassa agora os 36 milhares, mais de dois terços dos quais são crianças e mulheres. A percentagem de população deslocada é superior a 83% e a destruição total das infraestruturas médicas, educativas e outras infraestruturas civis, com mais de 50% das casas destruídas, já deixou mais de um milhão de pessoas sem habitação.
“O sofrimento deve-se à natureza indiscriminada das ações militares israelitas no território e à falta de respeito pelos princípios fundamentais do direito humanitário internacional e da moralidade”, acrescenta. “Apelamos à libertação imediata e incondicional de todos os reféns detidos em Gaza sem violência, bem como das pessoas detidas em Gaza e na Cisjordânia sem o devido processo legal. Finalmente, convidamos todos os membros da comunidade internacional a redescobrir o seu compromisso moral e legal com a igualdade de direitos humanos de todos”, conclui.
Já quanto ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, o CMI apela ao “fim da invasão e ocupação do território ucraniano e ao restabelecimento da paz na região”. “Instamos também os governos da Rússia e da Ucrânia a respeitarem o direito humano e moral fundamental da objeção de consciência ao serviço militar, mesmo em tempo de guerra”, menciona outra nota.
“Estamos chocados com o terrível número de vidas perdidas, meios de subsistência e comunidades destruídas, danos ambientais e riscos de conflito mais amplos resultantes desta guerra, e apelamos à proteção dos civis e das infraestruturas civis, ao fim da invasão e ocupação do território ucraniano e ao restabelecimento da paz na região”, pode ler-se.
O comité executivo do CMI esteve reunido em Bogotá, na Colômbia, entre os dias 6 e 11 de junho, para refletir sobre as suas diferentes atividades e “absorver a vida e do testemunho das igrejas no coração da Peregrinação da Justiça, Reconciliação e Unidade“.









