De que tipo de contrato social precisamos para uma Europa inclusiva, justa e sustentável? Esta é uma das questões que o 6º Fórum Europeu de Diálogo Político promete colocar a líderes religiosos, decisores políticos, agentes humanitários, e representantes da sociedade civil, entre os próximos dias 10 e 13 de novembro, em Genebra (Suíça). O encontro, organizado pelo Centro Internacional de Diálogo – KAICIID, vai apelar à ação concreta, tendo em conta os desafios que a Europa enfrenta atualmente.
Subordinado ao tema “Coesão social em tempos de mudança: promover caminhos inclusivos para a equidade na Europa”, o Fórum pretende promover a reflexão sobre “crises como o aumento do sentimento anti-imigração, a erosão dos valores democráticos, a polarização religiosa e a degradação ambiental causada pelas alterações climáticas”, explica o KAICIID em comunicado enviado ao 7MARGENS. O objetivo é “abordar as causas profundas da fragmentação e oferecer soluções baseadas em valores”.
A iniciativa é fruto de uma parceria com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FISCV), e pretende fazer eco dos “crescentes apelos por abordagens unificadas e centradas nas pessoas, que transcendam as divisões religiosas e políticas”.
Entre os compromissos concretos assumidos pela organização deste 6.º Fórum Europeu de Diálogo Político, incluem-se, assim, “explorar o papel de liderança moral e espiritual dos líderes religiosos e atores baseados na fé para a cura de sociedades fragmentadas”, “abordar a desigualdade estrutural e a degradação ambiental como fatores duplos de instabilidade” e “promover as soluções locais e os modelos de financiamento ético de toda a Europa”.
Os participantes inscritos são mais de uma centena, e entre eles estarão também representantes da juventude e de comunidades vulneráveis, “frequentemente excluídas dos debates políticos”, o que reflete o compromisso do KAICIID de “promover a resiliência social por meio do diálogo inclusivo”.
O Fórum visa ainda motivar a comunicação social a descobrir e dar a conhecer “histórias de esperança, inovação e cooperação num momento de crescente fragmentação”, que serão partilhadas ao longo dos quatro dias durante os quais irá decorrer em Genebra.
Tudo isto porque “o KAICIID acredita que a paz sustentável, a equidade social e a justiça climática exigem imaginação moral, ação liderada pela comunidade e uma base ética comum enraizada na dignidade e na compaixão”, conclui o comunicado.










