Mais de dois em cada três (69%) evangélicos brancos aprovam o desempenho de Donald Trump enquanto Presidente dos EUA e a maioria (58%) apoia “todos ou a maioria dos seus planos e das suas políticas”. Esta apreciação muito positiva dos evangélicos brancos, apurada numa sondagem do Pew Research Center (PRC) realizada entre 20 e 26 de janeiro, contrasta com a avaliação negativa por parte da totalidade do eleitorado quanto ao desempenho do Presidente (37%) e às suas políticas (27%).
Apesar da alta percentagem de evangélicos brancos (maioritariamente votantes ou simpatizantes do Partido Republicano) que continuam agradados com Trump, este apoio regista fortes descidas em relação há um ano, quando 78 por cento (em vez dos atuais 69%) apoiavam o Presidente e 66 por cento (hoje 58%) estavam satisfeitos com todas ou a maioria das suas políticas.
A sondagem do PRC revela também que a maioria (52%) dos católicos brancos apoia o desempenho do Presidente, tal como o fazia em janeiro de 2025, um pouco acima da aprovação (46%) por parte dos protestantes brancos não evangélicos. Já o apoio aos planos e políticas de Trump deste último grupo caiu 13 pontos percentuais no último ano (de 46% para 33%).
Onde qualquer que seja o grupo religioso inquirido Donald Trump recolhe avaliação negativa é quanto ao seu comportamento ético. Apenas 40 por cento dos evangélicos brancos dizem ter “extrema ou muita confiança” de que Trump age de forma ética no cargo (em janeiro de 2025 eram 55% a dizerem-no). Mas, também sobre essa questão, eles expressam opiniões substancialmente mais positivas do que outros americanos. Entre os católicos brancos, essa apreciação da conduta ética do Presidente baixou de 39 por cento para 34 por cento.
O apoio à agenda de Trump caiu, entre os protestantes brancos não evangélicos, 13 pontos percentuais no último ano (de 46% para 33%), 7 pontos (de 20% para 13%) entre os americanos adultos sem religião. Tal como há um ano, muito poucos protestantes negros apoiam as políticas de Trump (8% em janeiro de 2025, 6% agora).
O índice de aprovação de desempenho geral do Presidente é muito menor entre os que não seguem nenhuma religião (24%), os católicos hispânicos (23%) e os protestantes negros (12%). Todos os três são grupos tradicionalmente próximos do Partido Democrata.
Economia em maus lençóis

Donald Trump durante a apresentação do Projeto Vault, na Sala Oval, a 2 de fevereiro. Foto © The White House/Molly Riley
A administração Trump também fica mal vista no quadro que os eleitores pintam da situação económica do país na sondagem realizada pelo PRC. Cerca de três em cada dez adultos nos EUA (28%) avaliam as condições económicas do país como “excelentes ou boas”, enquanto aproximadamente sete em cada dez (72%) dizem que elas são apenas “razoáveis ou más”. Por outro lado, os mesmos sete em cada dez adultos (71%) dizem estar muito preocupados com o custo da assistência médica, dois terços dizem o mesmo em relação ao preço dos alimentos e dos bens de consumo e 62 por cento afirma estar muito preocupado com o custo da habitação.
A perceção do estado da economia permanece praticamente inalterada em relação a setembro passado (26% avaliavam a situação económica positivamente), mas aumentou um pouco em relação a abril de 2025, quando apenas 23% a avaliavam positivamente. Ainda assim, continua significativamente abaixo dos níveis anteriores ao início da pandemia de covid-19, reconhece o Pew Research Center na sua nota de apresentação da mais recente sondagem.
Para a pequena subida na perceção do estado da economia entre abril do ano passado e hoje contribuíram as hostes republicanas e os seus simpatizantes. Metade deste grupo (49%) avalia agora positivamente a economia, o índice mais alto do segundo mandato do presidente Donald Trump. A avaliação entre os republicanos aumentou 5 pontos percentuais desde setembro e 13 pontos desde abril. Apenas 10 por cento dos democratas e simpatizantes do Partido Democrata avaliam a economia positivamente, um percentual praticamente inalterado desde abril.
Por ampla maioria (60%), os americanos continuam a dizer que desaprovam o aumento substancial das tarifas alfandegárias promovido pela administração Trump, sendo que 39 por cento afirmam mesmo “desaprovar fortemente” tais medidas. Em contrapartida, 37 por cento dos americanos aprovam o aumento das tarifas, mas apenas 13 por cento as aprovam “fortemente”.










