“Rezemos para que os movimentos e grupos eclesiais redescubram cada dia a sua missão evangelizadora, pondo os próprios carismas ao serviço das necessidades do mundo”, pede Francisco n’O Vídeo do Papa deste mês de maio, alertando-os para o perigo da “tentação de fechar-se em si mesmos”.
Francisco sublinha a forma como estes movimentos “renovam a Igreja com a sua capacidade de diálogo a serviço da missão evangelizadora” e elogia a sua “criatividade”, desafiando-os a manter-se “sempre em movimento”, mas ao mesmo tempo “na harmonia da Igreja”.
O vídeo – feito em colaboração com o Dicastério dos Leigos, da Família e da Vida, cuja missão inclui também acompanhar o nascimento e o desenvolvimento de associações de fiéis e movimentos eclesiais – mostra alguns deles, em contextos muito diferentes. É o caso dos escuteiros portugueses, em peregrinação com a cruz da Jornada Mundial da Juventude; os Neocatecumenais envolvidos na evangelização nas ruas das cidades americanas; os missionários Shalom em Madagásca, a Comunidade Papa João XXIII com as famílias do Quénia; ou a de Santo Egídio a acolher os refugiados da Líbia que chegam através dos corredores humanitários; entre outros.
Para o padre Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, “o Papa Francisco detém-se sobre uma nota fundamental destes movimentos eclesiais: que eles continuem mover-se. Que continuem a “responder ao impulso do Espírito Santo, aos desafios e às mudanças do mundo de hoje”, que continuem a despertar, segundo seu próprio carisma, “a missão evangelizadora da Igreja de tantos leigos empenhados em viver e testemunhar o Evangelho nas realidades quotidianas da vida, no trabalho, no mundo educativo, social e cultural”.
Existem atualmente milhares de movimentos e grupos eclesiais em todo o mundo, dos quais 115 são reconhecidos pela Santa Sé.










