O Papa apelou este domingo ao fim da violência na Faixa de Gaza, criticando a lógica da “vingança” que castiga a população civil.
“Repito: não há futuro baseado na violência, no exílio forçado, na vingança. Os povos precisam de paz. Quem os ama verdadeiramente trabalha pela paz”, disse, no final da recitação da oração do ângelus, desde a janela do apartamento pontifício, citado pela agência Ecclesia.
Nas últimas semanas, as autoridades israelitas lançaram avisos sobre uma operação terrestre, que está, entretanto, em marcha, para uma ocupação do território, nomeadamente da Cidade de Gaza, forçando a mais uma deslocação em massa dos habitantes da capital do território, insistindo na limpeza étnica da Faixa de Gaza, o “exílio forçado” a que se refere o Papa.
Leão XIV saudou, entre os peregrinos presentes na Praça de São Pedro, no Vaticano, “os representantes de várias associações católicas empenhadas na solidariedade com a população da Faixa de Gaza”.
“Caros irmãos, aprecio a vossa iniciativa e muitas outras que, em toda a Igreja, expressam proximidade aos irmãos e irmãs que sofrem naquela terra martirizada”, declarou, associando-se aos apelos destes responsáveis e dos “pastores das Igrejas da Terra Santa”.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português anunciou na sexta-feira que reconhece este domingo o Estado da Palestina, no quadro da 80.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, anúncio que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, concretizou à noite (hora de Lisboa), a partir de Nova Iorque.
Portugal integra um grupo de países que anunciaram em julho a intenção de reconhecer o Estado palestiniano e manifestaram preocupação com a morte de civis na Faixa de Gaza às mãos do exército israelita.
“Entre esses países estão França, Canadá, Malta, Austrália, Luxemburgo e Andorra, que pretendem oficializar o reconhecimento durante a Assembleia Geral da ONU [desta] semana, bem como São Marino, que indicou que o fará até ao final do ano”, indica a Lusa.
O Reino Unido e a Bélgica também anunciaram a intenção de reconhecer o Estado da Palestina nos próximos dias.










