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O bispo de Setúbal, Américo Aguiar. Foto Ricardo Perna Diocese de Setúbal
O bispo de Setúbal, Américo Aguiar. Foto © Ricardo Perna/Diocese de Setúbal

Nota de Américo Aguiar

Governos devem optar “pela diplomacia, pelo diálogo e pelo desarmamento”

| 15/06/2025

 

Os responsáveis políticos devem ouvir “o clamor dos povos” e optar “pela diplomacia, pelo diálogo e pelo desarmamento”, desafia o bispo de Setúbal, Américo Aguiar, numa nota episcopal agora divulgada. E os crentes, acrescenta o cardeal, em particular “os cristãos” devem também ser “artesãos da paz – com coragem, com humildade e com esperança”.

Nesta nota, sob o título “A paz é possível”, Américo Aguiar nota que, “perante a crescente escalada de violência que aflige o nosso mundo, com os conflitos persistentes entre a Rússia e a Ucrânia, Myanmar, Sudão do Sul, o ciclo devastador de ataques entre Israel e a Palestina, e agora a guerra com o Irão, e tantos outros conflitos, sentimo-nos impelidos a levantar a voz – como pastores, como cristãos e como irmãos na única família humana – para clamar pela Paz”.

Recordando as palavras de João Paulo II — “a guerra é uma derrota da humanidade” — e do Papa Francisco, de que “estamos a viver uma terceira guerra mundial em pedaços”, o bispo de Setúbal nota que “a dor dos povos dilacerados pela guerra, a angústia dos refugiados, o luto de famílias inteiras, o medo que se espalha nas nações” interroga “profundamente” a todos “e exige de nós uma resposta clara, humilde e firme: a guerra não é nunca a solução”. “O caminho da paz, mesmo que mais exigente e demorado, é o único verdadeiramente digno do ser humano. Não podemos habituar-nos à guerra como se fosse inevitável. A indiferença mata”, aponta.

Américo Aguiar junta-se “aos muitos apelos” de Leão XIV, de que “ninguém jamais deve ameaçar a existência de outro. É dever de todos os países apoiar a causa da paz, abrindo caminhos de reconciliação e promovendo soluções que garantam segurança e dignidade para todos”.

No final da mensagem, o cardeal português deixa também vários apelos, para além dos que dirigiu aos responsáveis políticos e crentes: “Pedimos a todas as comunidades cristãs da nossa Diocese que intensifiquem a oração pela paz. Encorajamos ainda a educação para a paz nas famílias, nas escolas, nas paróquias e movimentos: uma cultura da paz que comece nos corações, cresça nas palavras e se concretize nas escolhas de cada dia.”

 

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