
Uma religiosa na Praça de São Pedro: as mulheres têm entrado lentamente nas estruturas de decisão da Igreja Católica. Foto © Clara Raimundo/7MARGENS
No pontificado de Francisco, as mulheres aumentaram para mais de um quarto dos funcionários da Cúria Romana. E há cada vez mais mulheres em lugares de destaque. O 7MARGENS quis saber o que pensam sobre isto as mulheres que participaram no Sínodo. Todas valorizam positivamente o caminho percorrido, mas chamam a atenção para muitos escolhos que ainda falta ultrapassar.
As nomeações de mulheres para cargos relevantes da Cúria Romana, feitas pelo Papa Francisco nos últimos onze anos, são um primeiro passo, positivo, para a integração de mulheres em lugares de responsabilidade. Mas há ainda muito mais para fazer, consideram as 25 participantes do Sínodo que responderam ao inquérito do 7MARGENS dirigido às 80 que estiveram na assembleia sinodal, concluída domingo passado, 27 de Outubro.
Na véspera, os 368 membros do sínodo com direito a voto (dos quais 272 bispos e 51 mulheres) tinham aprovado o documento final, que Francisco considerou “suficiente” e contendo indicações “muito concretas”, dispensando a exortação apostólica com orientações pastorais que habitualmente os papas escrevem depois de um sínodo. “A atitude e as opções do Papa Francisco falam de uma nova sensibilidade da Santa Sé e de um desejo de mudança radical em relação ao passado”, diz a irmã beneditina italiana Maria Grazia Angelini, resumindo o sentir de várias das inquiridas. Mas isso “não basta e não começa aqui a reforma da Igreja nesse sentido”, acrescenta a religiosa, que foi uma das autoras das reflexões introdutórias dos trabalhos.
“Não são os gânglios do poder – ainda mais ao nível da Cúria Romana – que mudam a realidade”, afirma a religiosa. “É o tecido da base eclesial que deve reencontrar raízes e visões tiradas do Evangelho”, na perspectiva da responsabilização e participação das mulheres. “E o trabalho de raiz é longo e paciente, já silenciosamente em curso: basta que seja reconhecido. O estatuto de igualdade não deve ser ‘dado’ de cima para baixo. Tem de ser reconhecido e honrado na realidade, a partir das margens.”
Uma das perguntas do inquérito do 7MARGENS partia do facto de o Papa Francisco ter nomeado várias mulheres para lugares de destaque dentro da Igreja e dentro da Cúria Romana, desde que foi eleito, em 2013. E perguntava se é esse o caminho certo para dar um estatuto de igualdade às mulheres dentro da Igreja. Nas outras, inquirimos sobre o modo como cada uma viveu a experiência de, enquanto mulher, participar num Sínodo dos Bispos; e quisemos saber como olham para o debate sobre o acesso das mulheres ao diaconado.
Diaconado feminino? Talvez sim, mas não é o mais importante, dizem elas – e têm propostas concretas
Daremos ainda conta, num texto final, do modo como percepcionam o lugar das mulheres nas estruturas de decisão da Igreja e a sua participação na vida eclesial nos últimos anos.
“É um começo!”
Entre 2013, quando Jorge Mario Bergoglio foi eleito Papa adoptando o nome de Francisco, e 2023, o número de mulheres a trabalhar na Cúria Romana passou para mais de um quarto: há ano e meio, chegavam às 812, em 3114 funcionários. E na mesma data, cinco mulheres ocupavam cargos de subsecretária e uma era secretária. Ou seja, estavam no segundo e terceiro níveis (ambos de nomeação papal), na gestão dos órgãos da Cúria, fazendo parte da equipa directiva, com o prefeito, como recordava em Março de 2023 o Vatican News, portal de notícias do Vaticano.
Outros dados deste caminho, segundo a mesma fonte: menos de 5% de todas as funções directivas na Cúria estão confiadas a mulheres; a constituição apostólica Praedicate Evangelium, que reorganizou a Cúria Romana em 2022, admite que leigos e mulheres, possam dirigir um dicastério, lugar antes reservado a cardeais e arcebispos; nos serviços do Estado da Cidade do Vaticano, há duas mulheres em cargos de topo: Barbara Jatta, directora dos Museus do Vaticano, e Raffaella Petrini, secretária-geral do Governatorato, lugar até aqui atribuído a um bispo; no Conselho para a Economia há seis mulheres entre os 15 membros; desde 2022, duas religiosas e uma leiga integram o Dicastério para os Bispos, participando assim no processo de selecção dos bispos.
Nas respostas, o tom geral das 25 mulheres do Sínodo vai no sentido de considerar as nomeações feitas como um facto positivo. Mas a maioria também acrescenta que isso é insuficiente ou mesmo exíguo. E, sobretudo, muitas das inquiridas apontam a necessidade de tal caminho ser “imitado” no resto das estruturas e âmbitos da Igreja.
“É um começo! Mas se só o Papa Francisco o fizer e não [acontecer] noutras partes da Igreja, não serve”, diz a suíça Claire Jonard, que esteve no sínodo como facilitadora, animando a participação nos grupos de trabalho. “Para além das nomeações, é preciso dar às mulheres os meios e a autoridade para serem mulheres! Se se trata apenas de nomear mulheres para aliviar a consciência, mas elas têm de funcionar como homens, não vale a pena”, acrescenta. “Como pedia o Documento de Trabalho desta segunda assembleia, trata-se de uma conversão de mentalidades e de práticas para realizar a missão da Igreja, homens e mulheres juntos.”
Cristina Inogés Sanz, a teóloga espanhola, leiga, que fez a meditação de abertura do processo sinodal em 2021, insiste no mesmo argumento, considerando que as decisões do Papa são “muito importantes”. “Enquanto os bispos não fizerem o mesmo nas suas dioceses, não servirá de muito.” A também colaboradora regular do 7MARGENS acrescenta: a igualdade de estatuto na Igreja não tem de ser “dada por ninguém”, porque “é dada no baptismo”, que torna os católicos “todos iguais”.
Havia mulheres com Jesus e Paulo

Solange Nirina: dar às mulheres “um estatuto de igualdade na Igreja não é apenas a coisa certa a fazer, é o que tem de ser feito”. Foto: Direitos reservados.
Solange Nirina, de Madagáscar, das Irmãs Paulinas, também segue o mesmo argumento. Começa por recordar que “havia mulheres entre os discípulos de Jesus, e São Paulo também trabalhou com mulheres”. E foram elas que “tornaram possível a missão de Jesus e de Paulo porque puseram à disposição os seus bens: talentos, tempo, paciência, bens materiais, etc.” Elas “também são baptizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” e por isso “devem participar plenamente na vida da Igreja” e dar-lhes “um estatuto de igualdade na Igreja não é apenas a coisa certa a fazer, [mas aquilo que] tem de ser feito”.
A irmã Margherita Fekry, da congregação das Irmãs Egípcias do Sagrado Coração, fundada no Cairo em 1913, considera as decisões do Papa como “um exemplo a seguir por qualquer Igreja local e o início da demonstração do estatuto e da importância das mulheres”. A birmanesa Rosalia Minus Cho Cho Tin observa que “é necessária uma participação mais alargada das mulheres na tomada de decisões a todos os níveis – desde as paróquias locais até aos conselhos globais – para uma mudança duradoura”. A assembleia sinodal foi uma ocasião de um “diálogo mais inclusivo”, mas o seu impacto dependerá “da forma como estas discussões se traduzem em reformas reais”. E do Japão, a irmã Shizue Hirota, convidada especial (sem direito a voto) e especialista em literatura anglo-americana, também repete que “o exemplo deve ser seguido por toda a Igreja”.
“Com o Papa Francisco, estamos a assistir a uma progressiva feminização da Cúria e das responsabilidades pastorais no terreno, em resposta a uma exigência muito forte desde o [Concílio] Vaticano II”, nota a religiosa Anne Béatrice Faye, do Senegal, que integra a Associação de Teólogos Africanos. Não querendo “dizer se este é o caminho certo ou o melhor para dar às mulheres um estatuto de igualdade na Igreja”, esta doutorada em filosofia refere quatro decisões do actual pontificado que considera exemplares.
A primeira delas é a criação do grupo de consulta das mulheres no âmbito do Conselho Pontifício para a Cultura, em 2017. Uma estrutura que pretende “mostrar que a fecundidade da mulher, a sua capacidade de gerar, pode exprimir-se em todos os domínios” e permite ter a percepção do modo como as mulheres “vivem na Igreja e na sociedade”. A teóloga acrescenta: “É preciso redefinir a singularidade do lugar que elas reivindicam, e a sua compreensão da vida num mundo onde são frequentemente alvo de violência, mas cada vez mais também parte interessada na mudança.”
Ouvidas onde nunca foram antes
Outro exemplo é a nomeação da religiosa francesa Nathalie Becquart, “número dois” do sínodo e a primeira a ter direito de voto na assembleia. O terceiro é a nova comissão encarregada de estudar o papel das mulheres diáconos no cristianismo primitivo “e, eventualmente, de elaborar propostas sobre o lugar das mulheres na Igreja Católica”.
As vozes das mulheres também passaram a ser ouvidas “onde nunca foram antes, pelo menos oficialmente”, como aconteceu em algumas iniciativas de alto nível no Vaticano. “Talvez uma das mais importantes tenha sido a reunião sobre a protecção de menores, em Fevereiro de 2019, na qual intervieram três mulheres.”
“Parece que a Igreja está a mudar mais depressa do que pensamos”, observa a senegalesa. “O Papa Francisco mostra que está decidido a mudar uma série de coisas, não tanto em termos de substância, mas em termos de disciplina”. Já não é “altura para desejos, mas para acções concretas”, diz. “É urgente oferecer às mulheres novos espaços na vida da Igreja, encorajando uma presença feminina mais incisiva nas comunidades e um maior envolvimento nas responsabilidades pastorais.”
O exemplo papal é sublinhado ainda por Valérie Duval-Pujol, “delegada fraterna” ao sínodo, já que pertence à Igreja Baptista, em França. “Numa igreja com uma eclesiologia como a da Igreja Católica, um exemplo destes vindo do topo (o romano pontífice) só pode ser benéfico. Ele dá o tom, encoraja, mas sabe que é preciso fazer muito mais.”
Duval-Pujol, especialista em história das religiões e vice-presidente da comissão para a doutrina da Aliança Baptista Mundial, recorda que no final de Novembro de 2023, o Papa criticou, perante os membros da Comissão Teológica Internacional, o facto de esta contar apenas com cinco mulheres e encorajou a “desmasculinização” da Igreja… “Um programa e tanto!”, observa a teóloga baptista. “Quando veremos mais mulheres como juízas nos processos canónicos? Mulheres nos conselhos episcopais? Mulheres a pregar na missa?”
Uma ponte entre a hierarquia eclesiástica e a participação das mulheres

Claire Said, libanesa, pedagoga: as decisões do Papa são “uma das formas corretas de fazer as coisas”. Foto: Direitos reservados.
Uma maior participação das mulheres em lugares de responsabilidade não será um caminho fácil, considera a francesa Anne Ferrand, professora, e responsável pela formação permanente na diocese de Rodez (Sudeste). Mas “uma mudança de cultura exige tempo e perseverança, e para além de um estatuto, gostaria de questionar o lugar que é realmente dado, permitido, na realidade da experiência”.
Será, de qualquer forma, “uma forma de construir uma ponte entre a hierarquia eclesiástica e a participação das mulheres na vida da Igreja”, considera a pedagoga libanesa Claire Said, para quem as decisões do Papa são “uma das formas corretas de fazer as coisas”. Também a argentina Claudia Patricia Molina, missionária claretiana a trabalhar em Humahuaca (Norte, junto à fronteira com a Bolívia), diz que o Papa “viu que este era o momento certo para ‘tornar visível’ a presença e o serviço das mulheres na Igreja”. E acrescenta: “O caminho certo está na capacidade não só de ‘reconhecer’, mas sobretudo de apreciar o ‘dom’ do discipulado das mulheres.”
Francisco “abriu uma porta importante ao nomear mulheres para cargos-chave na Igreja”, observa a franco-venezuelana Eugenia Alvarez Espinoza, doutorada em Teologia. “Não se trata apenas de alcançar um ‘estatuto de igualdade’, mas de reconhecer o valor das contribuições específicas que as mulheres podem oferecer a partir das suas experiências, da sua formação e das suas realidades”, acrescenta. “Este caminho para uma maior participação é necessário para construir uma Igreja mais inclusiva, onde a corresponsabilidade é um reflexo da diversidade que existe na comunidade cristã. Não se trata apenas de dar espaço, mas também de revalorizar o papel histórico e atual das mulheres na Igreja.
A congolesa Josée Ngalula, directora do Observatório das Violências e Integrismos Religiosos na República Democrática do Congo, olha para as nomeações como “um passo muito importante”. E sugere que a forma como elas foram feitas “também envia uma mensagem importante: a questão não é a ‘igualdade’, mas a competência”. Ou seja: “Quanto mais mulheres competentes existirem, mais estarão em posições de responsabilidade. Por isso, temos de investir na formação de mulheres que sejam tão competentes que a sua presença seja evidente”, acrescenta esta professora de teologia, que integra a congregação das Religiosas de Santo André.
Responsabilidades na primeira linha

María Luisa Berzosa: é na primeira linha onde deve aparecer mais igualdade entre mulheres e homens. Foto: Direitos reservados.
A indiana Lalitha Thomas, doutorada em sociologia, diz que a “semente foi lançada e levará o seu tempo a amadurecer e a crescer”, enquanto Maria Cristina dos Anjos, assessora da Cáritas Brasileira, diz que a Igreja Católica tem de avançar na perspectiva de ser “toda ela ministerial” e que as mulheres, os/as leigos/as e os/as jovens “anseiam por um alargamento dessa participação”.
Também a espanhola María Luisa Berzosa, com o papel de facilitadora no Sínodo, e que acompanha pessoas e grupos de diversidade sexual em vários países e vítimas de abusos de vários âmbitos, considera o que já aconteceu como “um primeiro passo, urgente e necessário”, pelo qual se deve “agradecer ao Papa Francisco”, mas que o caminho não pode acabar aqui. Até porque “são sempre responsabilidades de segunda linha, não de primeira linha, onde deve aparecer mais igualdade entre mulheres e homens”. Rosmery Castañeda, colombiana, que dirige actualmente duas escolas de teologia no Panamá, resume também que “estes são passos que iniciam a participação, mas é possível fazer mais”.
A indiana Nirmala Nazareth, presidente da Conferência das Religiosas, com mestrados em contabilidade e educação, olha para Francisco como um “líder que acredita na dignidade e no respeito pelas mulheres” e que “compreende que as mulheres trazem uma perspectiva diferente para a Igreja”. Sônia Gomes de Oliveira, assistente social e presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil diz que o Papa “está certíssimo”, pois “vai concretizando o jeito feminino que já existe na base” de muitas paróquias e comunidades”. E a religiosa nicaraguense Xiskya Lucia também sublinha a importância de a Igreja ter em conta “as vozes das mulheres da mesma forma que as dos homens, na organização, reflexão e tomada de decisões”.
A italiana Lisa Lucchese, doutoranda em teologia, também insiste no “longo caminho a percorrer”. E justifica: “O problema não é apenas das mulheres, mas sim dos leigos em geral, que sofrem de uma exclusão radical dos processos de decisão ou das posições de destaque na Igreja. Isto é um paradoxo, considerando que muitas vezes – cada vez mais – muitos leigos estão mais bem preparados e formados do que os seus colegas presbíteros ou religiosos.”
Uma forma de “viver efectivamente o Evangelho”

Praça de São Pedro: as mulheres na Igreja Católica têm um lugar petrificado? Foto © Clara Raimundo/7MARGENS
A reivindicação de uma maior “representação” de homens e mulheres, leigos, religiosos ou presbíteros não é “secularista ou feminista”, mas uma forma de “viver efectivamente o Evangelho”. E a partilha do poder “pode iluminar o mundo de uma forma muito mais credível do que o faz actualmente”. Essa partilha de poder “deve acontecer não só na Cúria Romana, mas em todas as comunidades eclesiais, até às mais pequenas paróquias”.
Outra italiana, Samuela Rigon, superiora geral de uma congregação franciscana e psicóloga clínica, observa que “o facto de não serem dadas às mulheres as mesmas oportunidades que aos homens, tanto na sociedade civil como na Igreja, não é uma questão teórica ou abstracta, mas uma questão de prática concreta”. Mas prefere partir de outra perspectiva: “A Igreja e a Cúria Romana estão a perder algo quando as mulheres não dão (ou não podem dar) o seu contributo específico e peculiar: igual dignidade não significa homologação, mas reconhecimento e valorização das diferenças num processo de reciprocidade.”
Lisa Lucchese considera ainda que “a resistência a esta igualdade partilhada é muitas vezes camuflada em nobres expressões teológicas ou espirituais que se referem às mulheres: a Igreja como mulher, o ‘génio feminino’, Maria como ícone de todas as mulheres”. Esta sublimação “não favorece” ninguém nem a comunidade eclesial. “Pelo contrário, espiritualiza o problema, confirmando as práticas que o sustentam: a mulher – pelo seu carácter acolhedor, maternal, etc. – estaria destinada por natureza e por graça a ficar nos bastidores”. E para ultrapassar essas dificuldades, a doutoranda em teologia sugere o apoio à formação das mulheres “em pé de igualdade com os seminaristas” e “empregos adequadamente remunerados com vista a uma vida laical, pois caso contrário, nenhum(a) jovem se dedicará à sua Igreja”.

Rosalia Minus Cho Cho Tin: “Uma forte mensagem enviada pelo Papa”. Foto: Direitos reservados.
Rosalia Minus Cho Cho Tin, de Myanmar (Birmânia) acrescenta ainda que o “passo significativo” dado pelo Papa vai “no sentido de reconhecer e alargar o papel das mulheres na liderança da Igreja”. E destaca quatro pontos que as decisões tomadas apontam: a importância simbólica, que envia “uma forte mensagem de que as contribuições das mulheres são valorizadas nos níveis mais elevados da Igreja” e “ajudam a quebrar barreiras de longa data”, desafiando “os papéis tradicionais de género nas estruturas eclesiásticas”, para muitos o “primeiro passo crucial para uma igualdade de género mais ampla.
As nomeações passam ao lado da questão da ordenação das mulheres e, nesse campo, o Papa “não assinalou quaisquer mudanças significativas na doutrina”, nota ainda esta diplomada em gestão e contabilidade.
Um outro aspecto é que as nomeações “podem não ser suficientes para mudar as desigualdades culturais e estruturais profundamente enraizadas” na Igreja; por isso, são um desafio cultural e estrutural, que requer também “mudanças nas paróquias locais, na liderança diocesana e talvez um repensar da forma como a autoridade é distribuída a todos os níveis da Igreja”. Finalmente, sendo “um passo positivo”, as nomeações “podem não ser a solução completa para alcançar a igualdade de género na Igreja”. E justifica: “As questões estruturais e doutrinais continuam a ser objecto de debates mais profundos e o envolvimento contínuo das mulheres nos processos de liderança e de tomada de decisões será essencial.”
Muito por fazer.









